- Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica e vice-presidente da Global Wind Energy Council, participa do JR Entrevista destacando o Brasil como país com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo e com potencial para liderar a transição energética.
- Ela afirma que o Brasil vive um “bônus verde” que pode se transformar em vantagem competitiva para atrair investimentos e impulsionar a economia.
- A especialista aponta que, com a demanda europeia por produtos de baixo carbono a partir de 2026, o Brasil tem uma oportunidade estratégica para ampliar seu papel no setor.
- O debate aponta desperdício de energia durante o dia devido ao aumento da geração solar em telhados; sugere armazenamento com baterias e tarifas mais baratas para incentivar consumo entre 10h e 16h.
- No Nordeste, que concentra 95% da produção eólica, o investimento retorna três vezes o valor aplicado, contribuindo com crescimento do PIB em 21% e aumento de 20% no IDH local nas áreas com parques eólicos; ainda há risco pela regulação lenta e insegurança jurídica.
Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica e vice-presidente da GWEC, participou do JR ENTREVISTA nesta quarta-feira (10). Ela discutiu a posição do Brasil na transição energética global, destacando a matriz elétrica do país como uma das mais limpas do mundo e o potencial de transformar o bônus verde em vantagem competitiva para atrair investimentos.
A especialista ressaltou que o Brasil já utiliza fontes renováveis há décadas, mas a demanda internacional por energia de baixo carbono ganhou força após o Acordo de Paris. Com a Europa exigindo práticas mais limpas a partir de 2026, o país tem uma oportunidade estratégica para ampliar sua participação no mercado.
Entre os temas, Gannoum apontou o desafio da sobra de energia durante o dia, causado pela expansão da geração solar em telhados. Ela defende uso de baterias para armazenar o excedente e tarifas mais baratas que incentivem o consumo entre 10h e 16h, reduzindo desperdícios.
Desafios regulatórios e competitivos
Ela destacou risco de perder protagonismo para a China, que domina o setor, devido à defasagem de leis cruciais como eólicas offshore e hidrogênio verde. A especialista também criticou o desalinhamento entre Executivo e Legislativo, que pode atrasar projetos e elevar custos.
No Nordeste, onde se concentra 95% da produção eólica, o impacto é expressivo: a cada R$ 1 investido em renováveis, o retorno à economia chega a R$ 3. PIB regional cresceu 21% nos últimos 15 anos e o IDH dessas áreas subiu 20%, segundo dados apresentados.
Perspectivas para o país
Para o futuro, o setor aposta na descarbonização da indústria e na atração de centros de dados de alta tecnologia. Gannoum reforça que a energia deve ser uma alavanca de industrialização e crescimento do PIB, ressaltando a necessidade de ações rápidas para não perder a janela de oportunidade.
O programa JR ENTREVISTA está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus. A pauta segue acompanhada pela cobertura de outras plataformas do grupo, mantendo o público informado sobre as principais notícias do dia.
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