- Kenya tornou-se o primeiro país africano a receber financiamento do Santiago Network on Loss and Damage, no valor de Sh90 milhões ($700 mil).
- O recurso será usado para identificar comunidades afetadas por perdas decorrentes de secas, cheias, falhas de safra e outros eventos climáticos extremos, visando compensação.
- O apoio será administrado pelo governo nacional e foi anunciado pelo secretário principal do meio ambiente, mudança climática e floresta, Festus Ng’eno, em reunião da ONU em Bonn.
- Kenya é o segundo país a receber esse tipo de apoio no mundo, depois de Vanuatu.
- O financiamento faz parte dos esforços do país para action climática e construção de resiliência, frente a demandas por justiça climática e reparação.
Kenya tornou-se a primeira nação africana a receber financiamento crucial para desastre climático. O montante de 90 milhões de shillings (cerca de 700 mil dólares) é proveniente da Santiago Network on Loss and Damage, mecanismo da ONU financiado por contribuições voluntárias de países desenvolvidos.
O dinheiro será gerido pelo governo nacional e destinado a identificar comunidades kenianas que sofreram perdas relacionadas a secas, inundações, falhas de safra e outros eventos climáticos extremos. A medida busca mensurar danos para eventual indenização.
O anúncio foi feito por Festus Ng’eno, secretário principal do Ministério de Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Silvicultura, durante uma reunião climática da ONU em Bonn, na Alemanha. A delegação ressaltou que o Kenya é o segundo país a receber o financiamento, depois de Vanuatu.
Através das redes sociais oficiais, o Departamento de Meio Ambiente do país destacou que, apesar dos choques climáticos, ainda não havia sido medida a real escala das perdas. A expectativa é que o apoio facilite o desenvolvimento de sistemas de avaliação de danos.
Autora de análises e defensora de ações climáticas, Fred Njehu, estrategista político com Greenpeace, afirmou que o repasse evidencia a mudança de foco para a implementação prática de ações climáticas, além de moldar políticas de resiliência. Especialistas divergem sobre prazos, mas destacam o potencial de impacto.
O financiamento ocorre em um momento em que países africanos demandam justiça climática e reparações de nações historicamente mais emissoras de gases de efeito estufa. O presidente William Ruto tem defendido modelos financeiros mais eficazes para acelerar o crescimento econômico africano e enfrentar a crise climática.
Jeremiah Kioli, presidente da Kenya Climate Change Working Group, reforçou que o país lidera ações de adaptação ao clima e que o repasse demonstra compromisso com a resiliência. O fundo deverá financiar a criação de sistemas capazes de quantificar perdas e exigir compensações.
Um marco de liderança e implementação
- A ajuda permitirá estruturar métodos de mensuração de perdas e danos, interoperáveis com modelos já utilizados em fundos climáticos internacionais.
- A medida coloca Kenya como referência para ações de financiamento climático na região, segundo autoridades do governo e especialistas.
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