- O endividamento das famílias brasileiras atingiu 81,6% em maio, o maior patamar da série histórica iniciada em 2015, com alta de 0,7 ponto percentual em relação a abril.
- O cartão de crédito continua sendo a modalidade mais usada (84,6%), seguido pelos carnês de loja (16,1%) e pelo crédito pessoal (13,1%).
- A CNC alerta que o cartão de crédito carrega juros elevadíssimos, com taxa de 428,3% ao ano no crédito rotativo.
- O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac afirmou que a sequência de aumentos atinge principalmente famílias de menor poder aquisitivo, destacando a necessidade de renegociação de dívidas.
- O governo lançou o Desenrola 2.0, em 4 de maio, com descontos de 30% a 90% sobre o principal, juros de até 1,99% ao mês e uso de até 20% do FGTS para pagamentos por trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos.
O endividamento das famílias brasileiras atingiu 81,6% em maio, o maior patamar já registrado desde o início da série histórica, em 2015. O índice subiu 0,7 ponto percentual frente a abril, marcando o quinto mês consecutivo de alta. Os dados são da Peic, da CNC, divulgados nesta quarta-feira.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor aponta que o cartão de crédito continua a principal fonte de crédito das famílias, em 84,6%. Em seguida aparecem carnês de loja, com 16,1%, e crédito pessoal, com 13,1%. A CNC ressalta que a taxa de juros do crédito rotativo segue elevada, em 428,3% ao ano.
A instituição cita que a elevação ajuda a entender a pressão de endividamento entre famílias de menor poder aquisitivo, pela maior exposição às taxas. A CNC defende renegociação de dívidas para recompor fôlego financeiro dos consumidores.
Desenrola 2.0
O governo lançou, em 4 de maio, o Desenrola 2.0, programa de quitação de dívidas contratadas até janeiro de 2026 com atraso de 90 dias a 2 anos. Abrange cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Descontos variam de 30% a 90% sobre o valor principal, e os juros são limitados a 1,99% ao mês. Trabalhadores com renda de até 5 salários mínimos podem usar até 20% do saldo do FGTS para quitar débitos.
A iniciativa integra um pacote de medidas do governo para reduzir o custo de vida de famílias de baixa renda e da classe média.
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