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Bancos e BCE discutem modelos para simplificar a regulamentação financeira

Bancos e reguladores debatem simplificação da regulação bancária e a união bancaria, com foco em capital e integração de mercados

El consejero delegado de Banco Santander, Héctor Grisi; el presidente del BBVA, Carlos Torres Vila, y el consejero delegado de CaixaBank, Gonzalo Gortázar.
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  • Bancos espanhóis defendem avanços na união bancária e clareza nos requisitos de capital, para estimular crescimento e investimento na Europa.
  • A presidente da Associação Española de Banca (AEB), Alejandra Kindelán, destacou que, com mais segurança regulatória, poderiam ser liberados cerca de 2 trilhões em crédito na Europa e 250 bilhões apenas na Espanha.
  • Participaram da mesa o presidente do BBVA, Carlos Torres; o presidente do Santander, Héctor Grisi; e o CEO da CaixaBank, Gonzalo Gortázar, que defenderam o papel dos bancos como motor de investimento e a necessidade de soluções rápidas.
  • Um dos temas foi a fragmentação do mercado europeu e a necessidade de concluir a união bancária, incluindo normas comuns de falência, tributação e outros instrumentos, não apenas um fundo único de garantia de depósitos.
  • O vice-presidente do conselho de supervisão do BCE, Frank Elderson, pediu equilíbrio entre simplificação regulatória e resiliência, reiterando que a meta é clarificar requisitos de capital sem reduzir os níveis atuais.

A banca espanhola e reguladores discutem a simplificação da regulação financeira em Madrid. O encontro ocorreu nesta sexta-feira, com a participação de associações do setor, bancos e autoridades, para debater o avanço da união bancária na Europa e a necessidade de clareza nos requisitos de capital.

Na mesa, a presidenta da AEB, Alejandra Kindelán, defendeu o papel estratégico do setor para o crescimento e a competitividade, reiterando a importância de certidões estáveis sobre capital e a conclusão da união bancária. As entidades reiteraram a urgência de simplificar regras para ampliar crédito.

Os representantes do Santander, BBVA e CaixaBank apresentaram perspectivas distintas sobre o ritmo de reformas. Enquanto o Santander destacou a necessidade de soluções rápidas para dinamizar o investimento, o BBVA enfatizou a importância de completar a união bancária para reduzir fragmentation.

A união bancária e o mercado único

Gonzalo Gortázar, da CaixaBank, pediu um pacote regulatório abrangente, incluindo regras de falência, fiscais e mercantis, para sustentar o mercado único. Ele afirmou que a integração depende de avanços em dois pilares: supervisor único e resolução de entidades.

Carlos Torres, do BBVA, ressaltou que a união bancária não depende apenas de um fundo europeu de garantia de depósitos, mas de normas comuns em várias áreas. Seguiu dizendo que a rentabilidade depende de um mercado realmente integrado.

Héctor Grisi, do Santander, destacou a função dos bancos como canal de investimento e competitividade, cobrando soluções mais rápidas que o atraso de reformas legais. A ideia é reduzir entraves para o crescimento econômico.

Frank Elderson, vice-presidente do conselho de supervisão do BCE, esteve presente como estrela convidada. Ele defendeu maior integração do mercado europeu e completude da união bancária, afirmando a importância de manter a resiliência sem retrocessos regulatórios.

Comentários sobre o equilíbrio regulatório

Elderson reconheceu o papel crucial dos bancos no financiamento de investimentos europeus, mas enfatizou cautela com a desregulamentação. O objetivo seria manter padrões de capital claros, sem reduzir níveis existentes.

José Manuel Campa, ex-presidente da EBA, criticou a alta previsibilidade dos colchões de capital, apontando que muitos níveis são superiores aos mínimos. Restoy, do BIS, concordou em rejeitar a ideia de um segundo objetivo do BCE voltado à competitividade.

O debate manteve o foco na conclusão da união bancária e na consolidação de regras comuns para reduzir a fragmentação. Bancos e reguladores concordaram com a necessidade de maior integração para ampliar a eficiência e a estabilidade do setor.

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