- A Engie propõe follow-on de 8,3 bilhões de reais em novas ações para comprar 40% da hidrelétrica de Jirau e desalavancar o balanço, além de avaliar outros negócios.
- A Engie Brasil Participações, com 68,7% da Engie Brasil Energia, subscreverá a oferta usando suas ações de Jirau, avaliadas em 5,7 bilhões de reais; o mercado deve aportar 2,6 bilhões de reais em dinheiro.
- A operação busca reduzir o endividamento, hoje próximo de 3,5 vezes o EBITDA, para cerca de 2,5 vezes o EBITDA.
- Além de absorver Jirau (3.750 MW, no Rio Madeira, Rondônia), o follow-on visa financiar compromissos financeiros existentes e novos investimentos.
- A aquisição será votada em assembleia em 2 de julho, com Itaú BBA e Santander Brasil à frente da operação; a Engie vale 37,9 bilhões de reais na Bolsa.
A Engie informou uma oferta de R$ 8,3 bilhões em novas ações para financiar a aquisição dos 40% da hidrelétrica de Jirau, detidos pela matriz francesa, e para desalavancar o seu balanço. A operação envolve a Engie Brasil Participações e a presença de Jirau no raio de atuação da empresa.
A Engie Brasil Participações subscreve a emissão, contribuindo com as ações de Jirau avaliadas em R$ 5,7 bilhões. O mercado deverá aportar cerca de R$ 2,6 bilhões em dinheiro, conforme fonte próxima à empresa. A transação visa estender o controle sobre o ativo.
Com o follow-on, a Engie busca reduzir o endividamento, que operava próximo a 3,5x EBITDA, acima do histórico de 2,5x. A operação também destina recursos para compromissos financeiros e investimentos em novos projetos.
Detalhes da operação
Jirau tem participação de 40% pela AXIA Energia e 20% pela Mitsui. A aquisição, sujeita à aprovação em assembleia, deve ocorrer em 2 de julho, sem voto do controlador. Itaú BBA e Santander Brasil coordenam a oferta.
A operação envolve a mudança de cenário para a geração hidrelétrica, valorizada pela flexibilidade de produção. Jirau já está em operação e tem performance estável, segundo fontes próximas à Engie. A filial brasileira da Engie é a segunda maior geradora do país.
Contexto e próximos passos
O follow-on deverá ampliar a geração hidrelétrica da Engie no Brasil, num momento de busca por ativos estáveis. A transação já é vista como continuidade de uma estratégia anterior de investimentos diretos, com repasse de riscos quando mitigados.
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