- As bolsas europeias abriram praticamente estáveis, após queda nas asiáticas e tensão aumentada no Oriente Médio; o petróleo subiu 0,6%, para US$ 92 por barril.
- EUA intensificaram ataques contra Irã após alegação de derrubamento de helicóptero americano, alimentando receios sobre uma escalada no conflito.
- O foco dos investidores é nos dados de inflação dos EUA, com previsão de alta de cerca de 4,2% nos 12 meses até maio.
- O dólar manteve-se firme ante o euro e a libra, enquanto o iene ficou próximo de 160 por dólar, sinalizando expectativa de intervenção cambial.
- Boas perspectivas para política monetária mundial: o mercado já precifica alta de 25 pontos básicos da Federal Reserve em dezembro, com possibilidade de aceleração de ajustes pelo Bank of Japan.
Europa mantém abertura estável diante da escalada de tensões no Oriente Médio, com futuros de ações pouco oscillando e petróleo em alta modesta. O cenário global acompanha ataques entre EUA e Irã segundo relatos da imprensa, enquanto o petróleo sobe.
As bolsas asiáticas registraram quedas, com o Nikkei perdendo quase 1% e o Kospi caindo cerca de 2%. Nos EUA, o dia anterior fechou em baixa após o avanço tecnológico perder impulso, às vésperas de dados de inflação que devem revelar impactos do conflito.
O petróleo avança 0,6%, negociando perto de US$ 92 o barril, após recuo anterior ligado a ataques. Analistas veem risco geopolítico como fator de volatilidade, mas mantêm expectativa de que o Brent siga acima de US$ 90 enquanto não houver interrupção de fornecimento.
Perspectivas de inflação e cenários de política monetária
Investidores aguardam o índice de preços ao consumidor dos EUA, com previsão de alta de cerca de 4,2% nos 12 meses até maio. Dados melhores de empregos anteriores alimentaram apostas por alta de juros, ainda que limitada.
A dúvida sobre a atuação da Federal Reserve aumenta diante do petróleo em alta e de possíveis impactos na inflação. Especialistas ressaltam que um choque de oferta pode limitar movimentos agressivos de política monetária.
Comércio, câmbio e impactos regionais
O euro oscila em torno de US$ 1,1537; a libra, US$ 1,337; o dólar mantém firmeza frente ao iene, que encerrou perto de 160,38 por dólar. Em mercados emergentes, o Banco da Indonésia elevou a taxa de juros em decisão inesperada para conter a rupia.
Dados de inflação no Japão mostram pressão ascendente, reforçando a probabilidade de novas altas de juros por parte do Banco do Japão. A reunião de política monetária ocorre em 16 de junho, com expectativa de ajustes adicionais.
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