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Gestora da XP vende Will Bank e Alife Nino a Master por R$ 385 milhões em CDBs

XP vendeu Will Bank e Alife Nino ao Master por 385 milhões, com CDBs como pagamento; auditorias questionam avaliação das empresas e a rapidez da operação

Relacionamento entre instituições ia além da venda de papéis do banco pela plataforma, em negócios questionados por auditores; procurados, Master não comentou e XP disse que transações seguiram as melhores práticas de mercado e foram aprovadas por autoridades
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  • A XP Asset Management vendeu ao Master Will Bank e a rede de restaurantes Alife Nino por R$ 385 milhões, recebendo os pagamentos em CDBs do Master via o fundo XP Private Equity I.
  • As empresas compradas tiveram participação minoritária: Will Bank, 14,9% por R$ 205 milhões; Alife Nino, 21,3% por R$ 180 milhões, com avaliação de R$ 1,4 bilhão para a fintech e R$ 890 milhões para a rede de restaurantes (67 unidades).
  • Os CDBs recebidos foram, em sua maioria, negociados no mercado secundário e liquidados rapidamente; até março de 2025 haviam sido vendidos R$ 308,7 milhões, restando R$ 71,7 milhões liquidados em maio de 2025.
  • Auditores questionaram os ativos: a Will Bank teve ressalva em 2024, mas aponte foi eliminada após a venda; a Alife Nino enfrentou abstenção de opinião pela ausência de balanços auditados da rede, afetando a validação da avaliação.
  • A XP afirma que a venda ocorreu em 2024, seguiu as melhores práticas de mercado, com aprovação regulatória, e que a XP não geria os ativos nem participou dos fatos sob investigação.

A XP Asset Management vendeu participações minoritárias em Will Bank e na rede de restaurantes Alife Nino para o Banco Master, por 385 milhões de reais. Os ativos foram pagos em CDBs do Master, com a operação realizada por meio do XP Private Equity I. A transação ocorreu em 2024, antes de os problemas do Master se tornarem públicos, e envolveu recursos de investidores qualificados.

Os negócios foram fechados quando o Master já enfrentava dificuldades financeiras. Auditores levantaram ressalvas sobre o valor contábil do Will Bank e recusas de opinião sobre a Alife Nino, associadas à falta de balanços auditados da rede de restaurantes. A XP afirmou que as transações seguiram as melhores práticas de mercado e contaram com aprovação regulatória.

Detalhes da operação e da auditoria

Segundo as demonstrações, o Will Bank recebeu 14,9% da XP por 205 milhões de reais, avaliando a fintech em 1,4 bilhão. A Alife Nino teve 21,3% da XP vendida por 180 milhões, avaliando 67 restaurantes em 890 milhões. Os CDBs pagos à XP totalizaram 385 milhões, com parte já liquidada até março de 2025.

Auditores da EY sinalizaram ressalva na demonstração de 2024 sobre o Will Bank. No ano seguinte, a venda ao Master eliminou a ressalva, segundo fontes. Já a Planners não emitiu uma opinião sobre o balanço do Strelitzia FIP, fundo do Master que comprou a Alife Nino, por indisponibilidade de balanços auditados da rede.

Contexto financeiro e desdobramentos

A XP justificou que a venda de participação minoritária ocorreu por meio de um fundo gerido pela XP, com recursos de investidores e governança independente. A decisão foi tomada em 2024, antes dos eventos envolvendo o Master, e observou padrões regulatórios. A XP não teve participação na gestão dos ativos.

Dados do XP Private Equity I indicam patrimônio líquido de 2,32 bilhões de reais em março de 2025. A XP informou que os ativos foram registrados nas carteiras dos fundos e divulgados aos reguladores e cotistas. A rede Alife Nino inclui marcas como Nino Cucina e Tatu Bola.

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