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IA pode elevar produtividade da América Latina em até 3,2% ao ano

Fórum Econômico Mundial aponta que IA pode elevar a produtividade da América Latina até 2,3% ao ano até 2030, sujeito a reformas em qualificação e energia

Planta de data center da Ascenty na Praia do Futuro, em Fortaleza, capital do Ceará
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  • O Fórum Econômico Mundial estima que a IA pode elevar a produtividade da América Latina em 1,9% a 2,3% ao ano até 2030, gerando entre US$ 1,1 trilhão e US$ 1,7 trilhão por ano na região.
  • Desafios principais: qualificação de profissionais para operar e integrar IA e infraestrutura de energia para sustentar modelos avançados.
  • Hoje, apenas 23% das empresas da região geram valor econômico com IA, e apenas 6% divulgam ganho significativo.
  • Uso da IA ainda é fragmentado; setor financeiro é a maior exceção, enquanto manufatura e logística aparecem como próximas frentes de valor.
  • Sem uma agenda coordenada entre governos e setor privado, os benefícios podem ficar concentrados em grandes cidades e multinacionais, dificultando a inclusão e a expansão da IA na economia regional.

O Fórum Econômico Mundial divulgou no Rio de Janeiro, na terça-feira, 9 de junho, projeções sobre o impacto da IA na América Latina. O estudo indica que, com medidas estruturais, a IA pode elevar a produtividade regional entre 1,9% e 2,3% ao ano até 2030. O ganho estimado representa de US$ 1,1 trilhão a US$ 1,7 trilhão por ano na região.

A pesquisa é fruto de parceria entre o Fórum Econômico Mundial e a McKinsey & Company. Os resultados destacam a importância de reformas para ampliar a adoção da IA, além de apontar ganhos de curto a médio prazo para governos, empresas e trabalhadores.

A análise destaca que a América Latina tradicionalmente cresce pela expansão da força de trabalho, não pela produtividade. O cenário pode mudar caso haja implementação de políticas públicas e investimentos privados que estimulem a adoção ampla de IA.

Potencial e obstáculos no uso da IA

Para alcançar o salto de produtividade, o estudo aponta a necessidade de qualificação de profissionais para operar sistemas de IA e integrá-los a modelos existentes. A região enfrenta dificuldade de retenção de talentos em função de salários elevados praticados por multinacionais.

Desempenho atual das empresas

A pesquisa aponta que apenas 23% das organizações da região geram valor econômico com IA, e apenas 6% o veem como significativo. A maioria utiliza IA de forma fragmentada, em ferramentas isoladas como assistentes de texto ou geração de código.

Impacto setorial e custos operacionais

O setor financeiro é a maior exceção, com uso de IA em crédito para população informal e detecção de fraudes. Indústrias como manufatura e logística aparecem como futuras frentes de valor, com IA preditiva na cadeia de suprimentos e na manutenção de maquinário reduzindo custos em até 15%.

Infraestrutura e energia como gargalos

Apesar de a América Latina ter matriz elétrica relativamente limpa, a infraestrutura de transmissão não está preparada para a expansão de data centers. A recomendação é alinhar o abastecimento de energia a novas demandas para atrair investimentos de tecnologia.

Governos e iniciativa privada

O estudo ressalta que a democratização do acesso e a requalificação da força de trabalho dependem de uma agenda coordenada entre governos e setor privado. Sem isso, o benefício potencial pode ficar concentrado em grandes cidades e grandes empresas.

Perspectivas futuras

Países que integrarem fontes renováveis diretamente aos centros de processamento de dados devem atrair a maior parte dos investimentos globais em tecnologia nas próximas décadas. A pesquisa enfatiza planejamento e cooperação para ampliar impactos regionais.

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