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Indústria registra alta em abril, mas fica abaixo de 2026

Indústria cresce 0,5% em abril ante março, mas acumula queda de 2,5% jan-abr 2026; horas e empregos recuam, sob juros de 14,5% e demanda interna fraca

Já o emprego industrial recuou 0,2% em abril, o que representa a sexta queda desse indicador nos últimos oito mes - (crédito: Iano Andrade / CNI)
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  • Faturamento da indústria subiu 0,5% em abril ante março, com alta de 3,4% em relação a abril de 2025.
  • O acumulado de janeiro a abril de 2026 caiu 2,5% frente ao mesmo periodo de 2025.
  • Horas trabalhadas em abril caíram 1,3% em relação ao mês anterior, interrompendo três avanços consecutivos no trimestre.
  • Emprego industrial caiu 0,2% em abril e 0,8% no quadrimestre, ante o mesmo período de 2025.
  • Especialista da CNI atribui o desempenho mais fraco a juros em 14,5% ao ano, demanda interna fraca e grande entrada de produtos importados.

Em abril, o faturamento da indústria brasileira registrou alta de 0,5% em relação a março, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na comparação com abril de 2025, houve aumento de 3,4%.

Apesar da evolução mensal, o indicador acumulado de janeiro a abril de 2026 ficou 2,5% abaixo do mesmo período de 2025, sinalizando uma recuperação ainda tímida após o ano passado de queda. A CNI aponta que a indústria continua sem impulso suficiente para sustentar uma recuperação mais robusta.

As horas gastas na produção caíram 1,3% em abril ante março, interrompendo uma sequência de três altas no primeiro trimestre. Na comparação com abril de 2025, houve queda de 0,7%. O emprego industrial recuou 0,2% em abril, registrando a sexta queda nos últimos oito meses. No quadrimestre, o emprego caiu 0,8% frente a igual período de 2025.

Desempenho mês a mês e acumulado

A partir da avaliação da pesquisa, o desempenho do setor está ligado a fatores macroeconômicos e à demanda interna, que seguem mais fracos. A indústria de transformação é citada como mais pressionada pela conjuntura de juros elevados e pela competição com produtos importados.

Fatores que pesam

Para a analista Larissa Nocko, o patamar de juros, currently em 14,5% ao ano, é o principal desafio. Além disso, a demanda interna fraca e a elevada entrada de importados reduzem a participação de produtores nacionais no mercado doméstico.

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