- O IPCA de maio deve subir 0,58% e a inflação em 12 meses chegar a 4,72%, segundo a Warren Investimentos.
- Habitação deve acelerar 2,70%, puxada pela energia elétrica, e Alimentação no domicílio deve subir 2,05%.
- Transportes deve recuar 0,57%, com quedas em gasolina (-1,70%), etanol (-5,10%) e diesel (-4,20%), apesar de alta na passagem aérea (+3,25%).
- Núcleos permanecem pressionados: serviços subjacentes sobem 0,45% e inflação de serviços fica em 5,27% em 12 meses.
- Efeitos externos perdem força: itens sensíveis ao conflito recuam para -0,09% em maio; grupo de média sensibilidade avança 1,17% no mês.
O IPCA de maio deve acelerar para 4,72% em 12 meses, conforme a Warren Investimentos. A estimativa aponta alta de 0,58% no mês e divulgação oficial na sexta-feira (12). O registro tende a manter a inflação em patamar elevado para o curto prazo.
A principal pressão deve vir do grupo Habitação, impulsionado pela energia elétrica, com alta prevista de 2,70% devido a reajustes no fim de abril. Em Alimentação no domicílio, a previsão é de 2,05%, com alta de alimentos in natura como tomate e batata.
Enquanto isso, o grupo Transporte deve recuar para -0,57%, com queda em gasolina (-1,70%), etanol (-5,10%) e óleo diesel (-4,20%), apesar de passagem aérea em alta de 3,25%. Saúde e cuidados pessoais devem manter área positiva, em torno de 0,78%, com menor impacto de reajustes de medicamentos.
Núcleos e serviços
Itens administrados tendem a arrefecer ao longo de maio, puxados pela queda de combustíveis. No núcleo da inflação, bens industriais devem ficar deflacionados, principalmente por automóveis e etanol. Serviços subjacentes seguem pressionados, com alta de 0,45%.
O setor de serviços permanece em patamar elevado, com a inflação de serviços subjacentes estimada em 5,27% em 12 meses. A alimentação fora do domicílio e serviços bancários mostram leve desaceleração, mas continuam contribuindo para a persistência de pressões.
Cenário externo e Implicações
Os itens sensíveis a choques externos devem recuar marginalmente, estimados em -0,09% em maio, diante de +0,30% em abril. O efeito da guerra no Oriente Médio segue atenuando gradualmente. O núcleo de média sensibilidade aponta alta de 1,17% em maio, frente 1,89% no mês anterior.
Em síntese, a estimativa aponta menor pressão de itens administrados e industriais, mas Alimentação no domicílio permanece como principal fator de resistência. A instituição ressalta inflação ainda elevada em 2026.
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