- O mercado doméstico de matcha deve sair de cerca de US$ 130 milhões em 2023 para US$ 200 milhões em 2025, com a Jade Leaf Matcha projetando possível dobra até 2030.
- A indústria global de matcha pode alcançar US$ 7,43 bilhões até 2030, com a América do Norte apresentando o crescimento mais rápido, em torno de oito por cento ao ano.
- A Jade Leaf compra diretamente de fazendas em Uji, Japão, evitando leilões e fortalecendo infraestrutura para atender à demanda.
- A participação do orgânico é alta na Jade Leaf (cerca de 90% a 95% do seu matcha), em um cenário onde o mercado orgânico cresce cerca de 21,4% ao ano globalmente.
- Nos Estados Unidos, cafeterias de matcha se expandem, as redes sociais aceleram a adoção e aproximadamente 40% dos consumidores dizem ter substituído parte do café por matcha.
O boom global do matcha deve impulsionar o mercado para consumo doméstico a atingir 7,4 bilhões de dólares até 2030. Dados da Jade Leaf Matcha indicam crescimento de 130 milhões de dólares em 2023 para cerca de 200 milhões em 2025, com possibilidade de dobrar até 2030. Analistas estimam que o mercado mundial alcance 7,43 bilhões de dólares até 2030, com a América do Norte liderando o crescimento, perto de 8% ao ano.
Ao longo de 2024, a demanda acelerou nas redes sociais e no varejo, incluindo cafeterias especializadas nos EUA. Um caso citado envolve uma profissional de tecnologia que deixou o emprego para abrir um café de matcha, sinalizando a expansão de negócios nesse segmento. Por outro lado, o histórico do matcha nos EUA remonta a décadas, com avanços que se intensificaram a partir da popularização atual.
Uma visão de longo prazo aponta que o momento atual é a terceira tentativa de tornar o matcha um item comum nos lares americanos, impulsionado por sabor, ritual e benefícios à saúde. Segundo Daniel Woldar, gerente-geral da Jade Leaf, o segundo semestre de 2024 marcou o ponto de inflexão, com aceleração de interesse nas redes sociais e no mercado principal.
A origem do produto
A Jade Leaf Matcha atua como importadora oficial da Kizuna, um coletivo japonês de fazendas familiares independentes em Uji, região tradicional do matcha. A empresa compraria diretamente dos agricultores, assegurando reservas antes da colheita da primavera e reduzindo riscos de preço e abastecimento.
Essa relação direta contrasta com compras em leilão, permitindo investimentos na infraestrutura das fazendas e manutenção de qualidade. A demanda crescente tornou a cadeia de suprimentos uma questão central, com a moagem não acompanhando o ritmo do consumo.
Weil afirma que a produção japonesa mantém vantagem de qualidade, especialmente para o grau cerimonial, e que a China também amplia seu volume para atender à demanda. A prática de cultivo sustentável é enfatizada para manter folhas ricas em antioxidantes e nutrientes.
Origem orgânica versus convencional
O debate sobre origem e certificação é significativo, pois o matcha utiliza a folha na íntegra. A produção orgânica representa uma parcela relevante, com crescimento anual global superior a 20%. A Jade Leaf obtém entre 90% e 95% do seu matcha de origem orgânica, número acima da média no Japão, onde a certificação orgânica ainda é menos comum.
O processo de cultivo envolve sombreamento das plantas semanas antes da colheita, o que aumenta antioxidantes e L-teanina. Essa prática contribui para a cor intensa do matcha e para seus efeitos sobre a cafeína.
Perspectivas de mercado
Os números apontam para expansão contínua no mercado americano, com o mercado de matcha dos EUA estimado em 164 milhões de dólares em 2024 e previsão de alcançar 340 milhões até 2033. A Jade Leaf aponta que cerca de 65% de seus clientes chegaram à marca no último ano, indicando expansão além dos consumidores já interessados.
A penetração em domicílios permanece abaixo de cafés, o que evidencia espaço para crescimento. A adoção do matcha como opção de consumo saudável depende de acesso, compreensão de benefícios e qualidade do produto.
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