- Yan Liang, economista sino-americana e professora da Universidade de Willamette, aponta que o Brasil tem duas frentes de negociação com a Casa Branca diante da ofensiva tarifária da Seção 301.
- Ela destaca que a China demonstra força de negociação ao restringir a importação de terras raras pelos Estados Unidos.
- A discussão ressalta o papel de minerais como trunfo brasileiro para diversificar parcerias comerciais e influenciar as negociações.
- A análise enfatiza a necessidade de o Brasil ampliar acordos fora dos tradicionais parceiros para equilibrar a posição nas relações sino-americanas.
Yan Liang, economista sino-americana e professora da Willamette University, afirma que o Brasil tem duas frentes de negociação com a Casa Branca diante da ofensiva tarifária 301 contra a China. A avaliação integra o debate sobre a atuação brasileira em cenários de guerra comercial.
A pesquisadora, vinculada ao Levy Economics Institute e ao Global Development Policy Center da Universidade de Boston, destaca que minerais estratégicos dão ao Brasil potencial de pressão nas negociações com os EUA. A atuação brasileira pode explorar diversificação de parcerias comerciais e fortalecimento de cadeias produtivas.
Segundo Liang, a China já demonstra força de negociação ao restringir a importação de terras raras pelos Estados Unidos. O movimento pode impactar o equilíbrio de forças em negociações envolvendo Brasil, EUA e China, especialmente em setores de alta tecnologia.
A análise sugere que o Brasil tem espaço para avançar em acordos que valorizem seus minerais e conectem o país a novos mercados, reduzindo vulnerabilidades diante de tensões entre Washington e Pequim. A avaliação também alerta para a necessidade de planejamento estratégico em políticas públicas.
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