- O ONS deve acionar o plano de cortes de energia com mais frequência.
- Especialistas dizem que a intensificação dos cortes atingiu usinas fora do controle do ONS.
- Os episódios ocorrem em meio ao excesso de energia renovável e a condições de operação mais complexas.
- A situação aponta para a necessidade de mudanças nas regras do setor elétrico.
- O acordo de funcionamento envolve o ONS e as distribuidoras de energia e tende a se repetir.
O plano de corte de geração de energia, firmado entre o ONS e as distribuidoras, tende a se repetir diante do excesso de energia renovável e de condições operacionais mais desafiadoras. Especialistas veem a continuidade do programa como resposta para manter o equilíbrio do sistema elétrico.
A intensificação dos desligamentos já alcançou usinas que não são controladas diretamente pelo ONS, indicando que as regras do setor podem precisar de ajustes. A avaliação é de que mudanças regulatórias evitariam impactos desproporcionais em geradores fora do escopo de atuação do operador.
O objetivo declarado é manter a confiabilidade do sistema, reduzindo riscos de queda de tensão e desfoque entre oferta e demanda. Pesquisadores ressaltam que ajustes devem considerar a complexidade dos contratos e a participação de fontes renováveis na matriz.
Impacto e perspectivas
Analistas apontam que novas regras devem buscar equilíbrio entre custos, garantias contratuais e segurança energéticas. O debate inclui avaliações técnicas sobre limites de manobra, compensações e critérios de acionamento do plano.
Governo, ONS e agentes do mercado devem discutir ajustes para evitar cortes frequentes, ao mesmo tempo em que preservam a capacidade de resposta diante de variações sazonais e hidrológicas.
Entre na conversa da comunidade