- Paraná tem 32 obras públicas paralisadas até maio de 2026, envolvendo cerca de R$ 65 milhões em investimentos.
- As obras abrangem segurança pública, saúde, infraestrutura viária e defesa agropecuária, com motivos que vão de rescisões contratuais a necessidade de novas licitações.
- Curitiba concentra o maior número de contratos interrompidos (sete), seguida de Foz do Iguaçu (quatro) e Cascavel, com intervenção no sistema prisional suspensa.
- Obras com maior avanço ainda em aberto incluem Hospital Regional do Litoral (88,42% concluído) e Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu (80,32%); houve rescindimentos antes do início em alguns casos.
- O governo afirmou que a lista de obras paralisadas está defasada e que o montante correto é de aproximadamente R$ 51 milhões, disputando a diferença com base no estágio atual de cada contrato.
O Paraná tem 32 obras públicas paralisadas até maio de 2026, segundo levantamento da Secretaria das Cidades. Os investimentos associados somam cerca de R$ 65 milhões, distribuídos por diversas regiões. Os projetos envolvem segurança pública, saúde, infraestrutura viária e defesa agropecuária.
O relatório detalha o estágio de execução, o valor já aplicado e os motivos das paralisações, que vão desde rescisões contratuais até necessidade de novas licitações. O objetivo é trazer transparência sobre contratos que aguardam retomada ou solução jurídica.
Curitiba lidera as paralisações, com sete contratos interrompidos, seguida por Foz do Iguaçu (quatro) e Cascavel, que tem uma grande intervenção no sistema prisional em suspensão. Diversas regiões apresentam paralisações adicionais.
Distribuição regional (principais regiões afetadas)
- Sudoeste e Sul: Ampére, Clevelândia, Dois Vizinhos, Marmeleiro, Pato Branco.
- Oeste e Norte: Toledo, Assis Chateaubriand, Marechal Cândido Rondon, Cornélio Procópio, Londrina, Cambará, Loanda.
- Central e Campos Gerais: Guarapuava, Quedas do Iguaçu, Sapopema.
- Litoral e Região Metropolitana: Paranaguá, Pinhais, São José dos Pinhais.
- Noroeste: Porto Rico.
Algumas obras, no entanto, avançaram próximo do fim. O Hospital Regional do Litoral está 88,42% concluído, e a Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu, 80,32%. Em contrapartida, contratos de reparos na Cadeia Pública de Assis Chateaubriand e na Deccor, em Curitiba, foram rescindidos antes do início.
Impactos em serviços essenciais
Projetos de segurança pública e sistema prisional concentram parte dos impactos, com paralisações no Batalhão de Polícia de Fronteira em Marechal Cândido Rondon e na sede do Corpo de Bombeiros em Pato Branco. Em Curitiba, permanecem paralisas obras na Deccor e na sede administrativa da PGE.
Também estão interrompidos reparos no Quartel do Comando-Geral da PM e obras da piscina da Academia Policial Militar do Guatupê, em São José dos Pinhais. Reformas de delegacias de Delitos de Trânsito em Curitiba, Marmeleiro e Foz do Iguaçu seguem sem conclusão.
Saúde, agropecuária e infraestrutura
Na saúde, estão suspensas manutenções em hospitais Colônia Adauto Botelho e Regional do Litoral, além da construção do Núcleo de Entomologia em Porto Rico. Reformas de Unidades Locais de Sanidade Agropecuária em Sapopema, Clevelândia e Dois Vizinhos também estão paralisadas.
Quatro contratos da sede administrativa do DER-PR estão paralisados. Obras de Ciretrans em Loanda e Cambará também foram interrompidas, afetando o atendimento à população.
Posição do governo estadual
O governo afirma que a lista de obras paralisadas no Portal da Transparência está desatualizada e passa por revisão técnica. Alega que as interrupções decorrem, em grande parte, de descumprimentos por parte das empresas.
O estado sustenta ter mais de R$ 700 milhões em contratos diretos e cerca de R$ 800 milhões em convênios ativos, totalizando investimentos em programas que somam mais de R$ 1,7 bilhão. Afirma ainda que algumas obras permanecem na lista por questões formais do status jurídico.
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