- A participação de trabalhadoras domésticas no total de mulheres ocupadas em São Paulo caiu de 14,2% em 2012 para 11,5% em 2024 e 10,6% em 2025, totalizando 1,1 milhão de trabalhadoras.
- Entre 2024 e 2025 houve queda geral de sete pontos percentuais, com recuo de 17,2% naquelas com carteira assinada; entre as sem carteira, caiu 5,5% para quem não contribuía e subiu 12,4% para quem contribuía.
- A parcela de trabalhadores com carteira passou de 33% para 29% do total do setor, enquanto as não registradas aumentaram de 67% para 71%.
- Em 2025, mais de 90% dos ocupados no setor são mulheres; 56,5% são negras; 64% têm entre 40 e 59 anos; 56% são chefes de domicílio; e 40,5% haviam concluído o ensino médio.
- A jornada média semanal de trabalhadoras com carteira é de 39 horas; o rendimento médio por hora é de R$ 12,86, quase metade do rendimento médio por hora das mulheres ocupadas no estado (R$ 24).
O estudo da Fundação Seade aponta queda no número de trabalhadoras domésticas em São Paulo. Em 2012, mulheres representavam 14,2% das mulheres ocupadas no estado; em 2024 eram 11,5% e, em 2025, 10,6%. O total de trabalhadoras chega a 1,1 milhão.
Entre 2024 e 2025, houve queda global de 7%. A redução ocorreu principalmente pela diminuição de trabalhadoras com carteira assinada, que caiu 17,2% nesse período. Quem não tinha registro também recuou, em 5,5%, entre 2024 e 2025.
Registro em carteira: mudanças e impactos
A participação de trabalhadoras com carteira no total do setor caiu de 33% para 29%, enquanto as que atuavam sem registro aumentaram de 67% para 71%. O padrão reforça a predominância feminina no grupo observado pela Seade.
Mesmo assim, o setor permanece majoritariamente feminino: mais de 90% das pessoas ocupadas nessas atividades eram mulheres em 2025. Entre elas, 56,5% eram negras, e 64% tinham entre 40 e 59 anos de idade.
Perfil socioeconômico e jornada de trabalho
Em 2025, a jornada média semanal das trabalhadoras com carteira assinada foi de 39 horas, uma hora a mais que a média estadual. Para as domésticas não registradas, a semana ficou em 29 horas.
O rendimento médio por hora foi de R$ 12,86, aproximadamente a metade do rendimento médio das mulheres ocupadas no estado, que ficou em torno de R$ 24. A escolaridade também apresenta avanços: 40,5% das trabalhadoras tinham ensino médio completo.
Observações finais
Dados destacam que, despite a maioria feminina, as condições de formalização e remuneração ainda apresentam desafios. O estudo compara séries ao longo de 2012, 2024 e 2025 para traçar tendências sobre mercado de trabalho doméstico no estado.
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