- O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 4,2% nos 12 meses até maio, a maior alta em três anos.
- Em maio, o CPI avançou 0,5% frente a abril, após alta de 0,6% em abril.
- O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 2,9% na base anual e 0,2% na comparação mensal.
- A inflação acima dos salários indica pressão sobre as famílias e pode influenciar a decisão do Federal Reserve de manter as taxas de juros estáveis até 2027.
- O encarecimento é um tema político para o presidente Donald Trump e o Partido Republicano nas eleições de meio mandato.
Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 4,2% no acumulado de 12 meses até maio, o maior nível em três anos. A alta foi puxada pela gasolina e por outros itens energéticos, alimentando expectativas de manutenção de juros pelo Fed. Dados são do Departamento de Estatísticas do Trabalho.
A inflação mensal ficou em 0,5% entre abril e maio, ante 0,6% no mês anterior. Economistas consultados pela Reuters haviam previsto esse resultado. O ritmo revela pressão contínua sobre famílias e rendimento, com o ganho salarial ficando atrás do avanço dos preços.
O CPI exclui itens voláteis como alimentos e energia; o núcleo avançou 2,9% na base anual, devendo 0,2% na comparação mensal de maio. O núcleo demonstra persistência de pressões de preço, mesmo com volatilidade dos componentes energéticos.
Dados do CPI e núcleo
As leituras reforçam o quadro de inflação acima da meta de 2% perseguido pelo Federal Reserve. O Fed acompanha o índice de preços PCE para a meta, e todos os indicadores hoje mostram inflação acima desse objetivo.
Implicações econômicas
Especialistas destacam impacto sobre a confiança e o poder de compra das famílias, além de pressões sobre a política monetária. A divulgação ocorre em meio a tensões globais que elevam custos de energia e de bens em serviços.
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