- O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,5% de abril para maio; o aumento anual chegou a 4,2%.
- O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,2% mensalmente e 2,9% ao ano.
- A inflação acelerou desde o início da guerra no Irã, com aumentos recentes em combustíveis e cadeias de suprimento.
- O humor dos consumidores ficou em mínima histórica em maio, com o índice de confiança em 44,8.
- A pesquisa de expectativa de inflação de um ano apontou alta, com consumidores prevendo 4,8% para o próximo ano.
A inflação dos EUA avançou novamente em maio, segundo dados do Departamento do Trabalho. O índice de preços ao consumidor subiu 0,5% de abril para maio e ficou 4,2% acima do já elevado nível de 12 meses. O núcleo, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% mensal e 2,9% na comparação anual.
O avanço repete trajetórias de aquecimento desde o início da escalada ligada à guerra no Irã e aos choques de oferta. Em fevereiro, a inflação ficou em 2,4% e já subiu para 3,3% em março e 3,8% em abril, provocando revisões nas expectativas de consumo e de política econômica.
A economia vem mostrando mudanças: o mercado de trabalho registrou criação de mais de 100 mil empregos nos últimos três meses, após meses de fraca expansão. A movimento de contrair ou ampliar o estímulo monetário tende a influenciar futuras decisões da Comissão Federal de Mercado Aberto (Fed).
Expectativas e impactos
O endurecimento do tom para a política monetária ganha atenção, já que oFed mira 2% de inflação. Dados de consumo indicam que choques de energia e custos de produção pesam sobre preços ao consumidor, com transmissão gradual para bens e serviços.
A pesquisa de inflação núcleo sugere que não apenas o custo da energia alimenta pressões, mas que a alta de preços pode se espalhar para custos subjacentes de produção. Economistas observam o ritmo de repasse de choques externos para o restante da economia.
Perspectivas de consumidores
A Universidade de Michigan mostrou que as expectativas de inflação para o próximo ano subiram para 4,8%, frente a 4,7% em abril. Índice de sentimento caiu para 44,8, recorde negativo na série de mais de sete décadas. A maioria acredita que preços elevados afetam suas finanças.
Relatos de empresas destacam ainda o peso dos custos com energia. Executivos de varejo afirmaram que preços mais altos devem se manter ou aumentar no segundo semestre, dependendo da evolução do cenário externo.
Reação e cenário político
Setores que trabalham com margens mais sensíveis a preço, como varejo de descontos, sinalizam que o aumento de custos pode ser repassado ao consumidor. Observadores indicam que a inflação permanece acima da meta em várias métricas oficiais e que a expectativa de curto prazo é de maior volatilidade.
Fontes oficiais reiteram que os dados de inflação, ainda que altos, devem ser analisados em conjunto com o comportamento do mercado de trabalho e com as condições globais. A vigilância de preços continua como foco estratégico de políticas públicas.
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