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Renúncia fiscal de estados-sede da Copa totaliza US$ 58 milhões nos EUA

Renúncia fiscal de US$ 58 milhões em ingressos nas Flórida, Missouri e Geórgia é criticada por reduzir receitas públicas para a Copa do Mundo de 2026

Conhecida como a arena mais barulhenta do mundo dos esportes de acordo com o Guinness Book of World Records, o Estádio de Kansas City foi inaugurado em 1972 e tem capacidade para 73.000 pessoas
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  • Estados da Flórida, Missouri e Geórgia fizeram acordos com a Fifa para sediar jogos da Copa de 2026, resultando em renúncia de US$ 58 milhões em impostos sobre a venda de ingressos.
  • Geórgia deixará de arrecadar até US$ 25 milhões em tributos sobre as vendas em Atlanta; Missouri terá perda superior a US$ 11 milhões em Kansas City; Flórida abrirá mão de cerca de US$ 7,4 milhões em Miami.
  • As isenções integram compromissos locais para garantir as partidas, destacando diferenças no modelo de financiamento entre os sedes: México e Canadá fizeram aportes diretos, enquanto EUA dependem mais de patrocínios, arrecadação local e reembolso.
  • O Instituto de Tributação e Política Econômica (Itep) critica as renúncias, afirmando que reduzem receitas públicas e somam-se a gastos com segurança e logística; torcedores ainda enfrentam custos elevados de transporte e hospedagem.
  • A FIFA sustenta que as cidades-sede devem se beneficiar do turismo e da visibilidade internacional; especialistas ouvidos pelo site The Athletic dizem que esses ganhos são difíceis de medir e que o custo fiscal pode ser alto para as regiões.

Oito estados norte-americanos acordaram com a FIFA para sediar partidas da Copa do Mundo de 2026 de modo a receber jogos. O pacote envolve renúncias de impostos sobre a venda de ingressos que somam US$ 58 milhões, segundo o Instituto de Tributação e Política Econômica (Itep) e o site The Athletic. A medida faz parte de contratos firmados pelos estados da Flórida, Missouri e Geórgia.

Os três estados são apontados como favorecidos por esse regime fiscal, com as exceções concentradas em cidades específicas: Atlanta, em Geórgia; Kansas City, em Missouri; e Miami, na Flórida. O Itep critica as isenções, dizendo que reduzem a arrecadação pública local. FIFA, por sua vez, se baseia na expectativa de maior visibilidade e turismo.

Consequências fiscais

A Geórgia pode deixar de arrecadar até US$ 25 milhões em tributos sobre ingressos vendidos em Atlanta. Em Missouri, a perda estimada é superior a US$ 11 milhões, ligada aos jogos em Kansas City. Na Flórida, a renúncia soma aproximadamente US$ 7,4 milhões, referente aos jogos em Miami.

A soma das isenções se soma aos custos de segurança e logística para a organização do evento. Além disso, torcedores enfrentam aumentos em transporte e hospedagem. O Itep afirma que a medida favorece uma entidade esportiva extremamente rica em detrimento de receitas públicas.

Perspectivas e impactos

A FIFA sustenta que as sedes ganharão com o turismo e a visibilidade internacional. Especialistas ouvidos pelo The Athletic destacam que tais ganhos são difíceis de medir comparados à receita que o governo deixa de recolher. Críticos veem a Copa de 2026 como um dos eventos esportivos com maior custo fiscal para as áreas envolvidas.

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