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TCL busca trazer inteligência industrial chinesa para operações no Brasil

TCL mira levar IA industrial e automação de fábricas chinesas para Manaus, ampliando produção regional e portfólio no Brasil

Eason Cai, CEO da TCL Semp e general manager do TCL Latin America Business Group — Foto: Divulgação
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  • Brasil é o terceiro maior negócio da TCL, atrás de China e Estados Unidos, e deve ganhar papel estratégico como base de produção, desenvolvimento e expansão regional.
  • A TCL estuda levar inteligência artificial e automação das fábricas da China para Manaus, com robôs de inspeção e sistemas de empacotamento.
  • O plano inicial envolve duas aplicações: robôs para monitorar linhas de produção e sistemas automatizados de empacotamento, voltados a ar-condicionado e televisores.
  • O objetivo não é substituir trabalhadores, e sim reduzir atividades perigosas, repetitivas ou desgastantes, liberando pessoas para tarefas mais qualificadas.
  • Nos próximos anos, a empresa pretende ampliar o portfólio local com dispositivos pessoais e tornar o Brasil um centro regional de manufatura, vendas e pesquisa e desenvolvimento, com possível cooperação com universidades em São Paulo.

A TCL pretende levar parte da inteligência industrial desenvolvida na China para a operação brasileira, com foco na fábrica de Manaus. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa no Brasil, que busca ampliar produção, desenvolvimento e expansão regional.

Eason Cai, CEO da TCL Semp e general manager da TCL Latin America Business Group, confirmou o estudo de incorporar IA e automação nas fábricas de Manaus. As aplicações previstas envolvem turnos operacionais e controle de qualidade.

O projeto visa duas áreas: robôs para inspeção e monitoramento das linhas de produção e sistemas automáticos de empacotamento dos produtos. A ideia é aumentar produtividade e reduzir intervenções humanas em tarefas repetitivas.

A referência é uma fábrica recentemente inaugurada pela TCL na China, que integrou milhares de agentes de IA às operações. Segundo Cai, o modelo elevou a produtividade e diminuiu a necessidade de mão de obra para tarefas repetitivas.

Apesar do avanço, Cai sustenta que o objetivo não é substituir trabalhadores. A meta é liberar pessoas de atividades perigosas ou extenuantes, mantendo o papel humano em funções estratégicas.

O executivo destacou que o modelo chinês não será reproduzido integralmente no Brasil. Diferenças demográficas e regulatórias exigem ajustes locais para equilibrar pessoas e tecnologia.

Sobre o Brasil, não houve definição sobre a construção de uma terceira fábrica. O tema permanece em estudo, sem prazos oficiais divulgados pela TCL.

Além das fábricas, a TCL planeja ampliar a presença no país além de eletrodomésticos. Nos próximos dez anos, a empresa pretende lançar dispositivos pessoais como celulares, tablets, relógios e óculos inteligentes.

A TCL também aponta a possibilidade de tornar o Brasil um centro regional de manufatura, vendas e P&D para toda a América Latina. O objetivo é atender mercados da região com capacidades locais.

Outra linha de atuação envolve cooperação com universidades brasileiras, principalmente em São Paulo. A empresa avalia parcerias com instituições em áreas ligadas a eletrodomésticos, computação e dispositivos móveis.

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