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A velocidade da IA depende da liderança, não apenas da tecnologia

A velocidade da inteligência artificial depende da liderança; CEOs devem reorganizar negócios para evitar irrelevância

A velocidade da AI não será decidida pela tecnologia, mas pela liderança
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  • Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind, compara a velocidade da IA a dez Revoluções Industriais ocorrendo dez vezes mais rápido, e CEOs precisam se reorganizar antes que novas vantagens se consolidem.
  • Questões de estratégia, alocação de capital, estrutura organizacional e vantagem competitiva passaram a depender da IA, em meio à ambiguidade típica de rupturas tecnológicas.
  • Em 2025, menos de 1% do código publicado era escrito por IA; no início de 2026, esse índice já ultrapassava 20%.
  • Modelos de negócio convergem, empresas de serviços disputam espaços antes dominados por plataformas de software, e sistemas agentes passam a executar atividades com maior autonomia.
  • O papel do CEO é fundamental: atua como arquiteto da reorganização, definindo prioridades e acelerando decisões para integrar tecnologia, operação, talento e modelo de negócio.

A velocidade da inteligência artificial está cada vez mais ligada à liderança, não apenas à tecnologia. Segundo Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind, a transformação ocorre como se fossem dez Revoluções Industriais acontecendo mil vezes mais rápido, exigindo que as empresas se reorganizem rapidamente para manter vantagens competitivas.

CEOs enfrentam uma mudança de prioridade: estratégias, alocação de capital, estruturas organizacionais e modelos de negócio passam a depender da capacidade de atuar com inteligência e execução em conjunto. O desafio surge em meio à ambiguidade de rupturas tecnológicas que costumam mudar mercados sem aviso prévio.

A capacidade de capturar valor não está apenas na velocidade de desenvolvimento, mas na habilidade de redesenhar negócios inteiros. A AI combina velocidade, escala e adaptabilidade, colocando empresas diante da necessidade de reinventar operações e modelos de entrega.

O fim da AI como assistente

A rapidez com que sistemas cognitivos atuam de forma autônoma representa a principal mudança. Em 2025, menos de 1% do código era gerado por IA; no começo de 2026, esse patamar já passava de 20%.

Impactos vão além da produtividade: a redução de custos de atividades de alto conhecimento derruba barreiras de escala e altera vantagens entre setores. Modelos de negócio convergem e serviços avançados disputam mercados antes liderados por software.

Empresas que usam IA apenas para acelerar rotinas internas ganham eficiência, mas sem diferenciação. O verdadeiro efeito está na capacidade de transformar modelos de negócio inteiros.

A reprogramação do negócio

A mudança exige uma nova lógica organizacional. Estruturas criadas para coordenar trabalho humano perdem eficiência conforme agentes inteligentes assumem tarefas centrais. A hierarquia, a velocidade de decisão e o tamanho das equipes tendem a diminuir.

Organizações avançadas operam com equipes pequenas e híbridas, onde agentes de IA participam ativamente da operação. Profissionais passam a supervisionar, julgar, inovar e cultivar relacionamentos, em vez de apenas executar.

Empresas que disseminam IA para ampliar a produtividade constroem células dedicadas a redesenhar jornadas críticas do negócio, promovendo transformação de fluxos centrais.

O novo papel do CEO

A liderança direta do CEO distingue organizações que convertem experimentação em vantagem competitiva. O desenho estratégico passa a definir prioridades, acelerar decisões e integrar tecnologia, operações, talento e modelo de negócio.

Ao longo de transformações anteriores, parte da execução era delegada. Hoje, reorganizar a empresa tornou-se parte da estratégia central. O grande desafio humano é manter alinhamento e acelerar capacidades em meio à ruptura.

Essa velocidade aumenta a ansiedade e a ambiguidade internas, exigindo líderes capazes de criar visão plausível para o futuro do negócio em mudanças rápidas.

O mercado não espera clareza

Histórias de disrupção mostram que hesitar é arriscado: quem se reorganiza cedo ganha vantagem, quem retarda arrisca perder relevância. Em muitos casos, agir com rapidez é decisivo para não ficar para trás.

Mercados costumam punir decisões tardias mais do que erros de execução. A urgência de transformação molda o ritmo de investimentos e a alocação de recursos.

Fonte: relatos de liderança em transformação AI & Tech na América Latina, com observações de executivos da McKinsey para a região. Credencia-se a participação de Tracy Francis, sócia sênior e Managing Partner, e de Yran Dias, sócio sênior e líder de Transformação AI & Tech na América Latina.

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