- O IVAR de maio de 2026 subiu 0,33%, levando a variação acumulada em doze meses de 4,49% (abril) para 5,42% (maio).
- Em maio, aluguéis residenciais subiram em todas as capitais pesquisadas; Belo Horizonte teve a alta mensal mais expressiva, de 0,64%.
- Na comparação mensal, Rio de Janeiro avançou 0,34%, Porto Alegre 0,32% e São Paulo 0,22%.
- Pela leitura de doze meses, Belo Horizonte desacelerou de 9,68% para 5,28%, Porto Alegre caiu de 7,31% para 3,71%, e Rio de Janeiro recuou de 4,82% para 2,10%.
- São Paulo foi a exceção, com a taxa acumulada em doze meses acelerando de 0,86% em abril para 7,56% em maio; o IVAR é calculado a partir de contratos reais de aluguel nas quatro capitais e visa refletir valores efetivamente pagos pelos inquilinos.
O IVAR, índice de variação de aluguéis residenciais, registrou alta de 0,33% em maio de 2026. O indicador aponta elevação gradual dos aluguéis em oito capitais monitoradas. A variação acumulada em 12 meses subiu de 4,49% em abril para 5,42% em maio.
O resultado de maio confirma tendência de desaceleração no ritmo de alta em grande parte das capitais, ainda que o acumulado de 12 meses permaneça acima do registrado há dois meses. Analistas destacam que o mercado de locação pode ganhar estabilidade neste ano.
Em Belo Horizonte, a alta mensal atingiu 0,64%, liderando os reajustes entre as capitais. Rio de Janeiro ficou em 0,34%, Porto Alegre em 0,32% e São Paulo em 0,22%, ritmo mais contido frente a abril.
Desempenho acumulado por cidade
Apesar da alta mensal, o ritmo de variação em 12 meses recuou em três das quatro capitais avaliadas. BH caiu de 9,68% para 5,28%, Porto Alegre de 7,31% para 3,71% e Rio de Janeiro de 4,82% para 2,10%.
A exceção ocorreu em São Paulo, que acelerou o ritmo de 12 meses, saltando de 0,86% para 7,56% em maio. A diferença indica dinamismo diferente entre o mercado paulista e as demais capitais.
O que é o IVAR e por que importa
O IVAR baseia-se em contratos reais de aluguel de residências em SP, RJ, BH e Porto Alegre, coletados junto a empresas do setor. O índice reflete valores efetivamente pagos, não apenas estimativas de anúncios.
Especialistas afirmam que o IVAR pode auxiliar na professionalização do mercado, reduzindo disputas judiciais e substituindo referências desatualizadas como IGPM. O instrumento oferece visão mais fiel dos reajustes residenciais.
Coluna escrita por Rui das Neves, administrador de empresas e investidor com atuação no setor imobiliário. As opiniões são do autor e não representam necessariamente a BM&C News.
Entre na conversa da comunidade