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BCE eleva juros pela 1ª vez desde 2023 e projeta inflação maior, atividade recua

BCE eleva juros pela primeira vez desde 2023, revisa inflação para cima e projeta desaceleração da atividade devido aos impactos da guerra no Irã

Frankfurt 16 07 2020 A presidente Christine Lagarde, do Banco Central Europeu, discursa durante a conferência de imprensa do BCE em Frankfurt, Alemanha, na quinta-feira, 16 de julho de 2020.Foto de — Foto: Martin Lamberts / Banco Central Europeu
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  • BCE aumenta juros pela primeira vez desde 2023, em 0,25 ponto percentual, citando impactos da guerra no Irã.
  • Taxas definidas em 2,25% (depósito), 2,40% (refinanciamento) e 2,65% (empréstimo).
  • Projeções de inflação foram revisadas para cima; inflação média esperada de 3,0% em 2026, 2,3% em 2027 e 2,0% em 2028.
  • Núcleo da inflação deve ficar em 2,5% em 2026 e 2027, e 2,2% em 2028.
  • Crescimento esperado da zona do euro: 0,8% em 2026, 1,2% em 2027 e 1,5% em 2028; cenário permanece com riscos de alta para inflação e baixa para o crescimento.

O Banco Central Europeu (BCE) elevou hoje as principais taxas de juros pela primeira vez desde 2023, em 0,25 ponto percentual. A decisão acompanha uma revisão das projeções de inflação para cima e a previsão de desaceleração da atividade econômica neste ano e no próximo, em meio ao impacto do conflito no Oriente Médio.

A instituição informou que a taxa de depósito passou a 2,25%, a refinação ficou em 2,40% e a de empréstimo em 2,65%. A medida segue as expectativas do mercado e visa conter pressões inflacionárias decorrentes da guerra na região.

Projeções e cenários

O BCE elevou a projeção de inflação média para 2026 em 3,0%, com 2,3% em 2027 e 2,0% em 2028. O núcleo da inflação deve ficar em 2,5% em 2026 e 2027, e em 2,2% em 2028, segundo a instituição.

Para o crescimento, o BCE aponta médias de 0,8% em 2026, 1,2% em 2027 e 1,5% em 2028. O ajuste para baixo de 2025 e 2026 reflete o impacto mais intenso da guerra sobre commodities, renda e confiança.

Riscos e comunicação

A autoridade monetária ressaltou que as perspectivas continuam incertas, com riscos de alta para a inflação e baixa para o crescimento, dependendo da duração do choque nos preços da energia e de efeitos indiretos.

O BCE afirmou manter posição resiliente para enfrentar a incerteza e seguirá uma abordagem dependente de dados. O Conselho não se compromete com uma trajetória fixa de juros.

Fonte: conteúdo originalmente publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico.

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