- A CBIC alerta para riscos econômicos com o fim da escala 6×1 na construção civil, em meio a juros elevados.
- A redução da jornada de 44 para 40 horas semanais elevaria a demanda por cerca de 288 mil trabalhadores, aumentando a pressão sobre prazos de obras.
- O custo unitário da mão de obra subiria, somado ao aumento de materiais, levando a uma estimativa de alta entre sete e dez por cento no preço dos imóveis.
- A entidade defende um período de transição de quatro anos para atingir quarenta horas semanais, buscando tempo para melhorar a produtividade do setor.
- Em relação a propostas alternativas, a CBIC citou a visão mais moderna de Rogério Marinho e avaliou com cautela a ideia de reduzir a alíquota do FGTS de oito para quatro por cento, defendendo manter as funções do fundo e sugerindo redução da burocracia como compensação.
A CBIC alerta sobre riscos econômicos com o fim da escala 6×1 na construção civil. Renato Correia, presidente da entidade, aponta impactos no setor, já pressionado por juros elevados. O fim da escala pode reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.
O setor emprega mais de 3 milhões de pessoas. Segundo Correia, a redução horária geraria cerca de 288 mil vagas adicionais de imediato, elevando a demanda por mão de obra. Isso poderia pressionar prazos de entrega de obras em um mercado já aquecido.
Além da mão de obra, o custo da hora trabalhada subiria, mantendo salários estáveis. Somado ao encarecimento de materiais, a CBIC estima alta de 7% a 10% no valor dos imóveis, com reflexos no acesso à moradia.
Efeitos, propostas e cenário regulatório
Correia afirma que empresas podem repassar os aumentos aos preços dos imóveis se a renda não acompanhar. O efeito seria queda no acesso à moradia e menor capacidade de investimentos públicos em infraestrutura.
A CBIC cobra uma transição mais longa caso a PEC seja aprovada, sugerindo quatro anos para atingir 40 horas/semana. A ideia é ganhar produtividade sem reduzir rapidamente o ritmo de trabalho.
A entidade também comenta a PEC de Rogério Marinho, considerada mais moderna por ampliar a formalização e a participação feminina no mercado, com maior flexibilização. A CBIC ressalta que a informalidade é tema pouco debatido na reforma.
Sobre medidas compensatórias, Correia evita endorsar a redução da alíquota do FGTS para 4%. A CBIC defende manter o FGTS com funções atuais, como proteção em demissão e financiamento habitacional, saneamento e mobilidade.
Como alternativa, a CBIC sugere reduzir a burocracia estatal para compensar custos e elevar a produtividade do setor, mantendo o foco em resultados reais.
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