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Como a FIFA transformou a Copa do Mundo em máquina de lucro

Copa de 2026 amplia equipes para quarenta e oito e partidas para 104, com preços dinâmicos que elevam ingressos; FIFA projeta lucro próximo de 3 bilhões

Presidente da FIFA, Gianni Infantino: faturamento recorde. (Foto: EFE/EPA/BOB FRID)
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  • A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre Estados Unidos, México e Canadá, de 11 de junho a 19 de julho, com 48 seleções e 104 partidas em 20 estádios.
  • A competição terá 39 dias de futebol, com mais jogos e menos descanso em comparação a edições anteriores.
  • Os ingressos ficaram mais caros, com entradas da fase de grupos em média a 200 dólares e a final perto de 2.030 dólares, devido ao sistema de preços dinâmicos da FIFA.
  • A FIFA espera arrecadar cerca de 8,728 bilhões de dólares com direitos de transmissão, marketing e ingressos, apesar do custo total da organização ficar em 14 bilhões de dólares.
  • Não haverá grandes obras públicas nem estádios novos; a maior parte da infraestrutura já existia, reduzindo o risco de “elefantes brancos” após o torneio.

A Copa do Mundo de 2026, prevista para acontecer entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá, terá 48 seleções e 104 partidas, superando edições anteriores. O formato aumenta a duração do torneio para 39 dias, com cinco de descanso. A mudança mais marcante é o aumento de participantes, ampliando receitas e custos.

A FIFA projeta receitas de cerca de 8,728 bilhões de dólares, distribuídas entre direitos de transmissão, marketing e venda de ingressos. A entidade mantém o planejamento de investimentos para as federações, com 5 bilhões de dólares já distribuídos desde a gestão de Gianni Infantino.

A organização centraliza a venda de ingressos com preços dinâmicos, elevando o custo médio da fase de grupos para cerca de 200 dólares e da final para cerca de 2 mil dólares. Além disso, mantém um mercado de revenda com cobrança de comissões de 15% para vendedor e comprador.

Quanto aos custos de organização, a Copa de 2026 terá gasto estimado de 14 bilhões de dólares, com a maior parte financiada pelos países anfitriões. A maior parte das arenas já existia, não gerando grandes obras novas, o que evita grandes estádios ociosos após o torneio.

No aspecto econômico local, especialistas apontam que o impacto agregado é modesto, com ganhos concentrados em turismo, hotelaria e setores de lazer. Estudos indicam que benefícios costumam ser temporários e não compensam custos públicos elevados, especialmente com seguros e segurança.

Os organizadores defendem que o evento trará retorno econômico significativo aos três países, por meio de infraestrutura, emprego e visibilidade global. A FIFA, por sua vez, sustenta que os investimentos geram receita direta e indiretamente para as federações e para a promoção do futebol.

A gestão financeira da FIFA sob Infantino tem gerado debates sobre lucros e distribuição entre federações. A instituição projeta que os direitos de transmissão, marketing e ingressos sustentem o crescimento orçamentário, com foco na expansão do futebol mundial.

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