- O Banco Mundial reduziu a projeção de crescimento global para 2026, para 2,5%, ante 2,9% em 2025.
- O agravamento do conflito no Oriente Médio pode fazer o crescimento global cair a 1,3% em 2026, caso haja interrupções de energia mais severas e forte estresse financeiro.
- A previsão para 2027 aponta expansão de 2,8% da economia mundial, ainda abaixo da média da década de 2010.
- O relatório aponta alta de preços de energia e insumos, com o Brent estimado em média de US$ 94 por barril em 2026 e inflação global em cerca de 4%.
- Economias em desenvolvimento devem crescer 3,6% em 2026, com impacto maior nos países do Golfo, que devem registrar crescimento próximo de zero, e com dívida pública em mais de 70% do PIB nessas economias.
O Banco Mundial afirmou, nesta quinta-feira, que o conflito no Oriente Médio deve puxar o crescimento global ao menor patamar desde a pandemia de covid-19. A projeção para 2026 caiu para 2,5%, ante 2,9% em 2025, com risco de 1,3% caso haja maiores interrupções no fornecimento de energia e forte estresse financeiro.
Segundo o relatório Perspectivas Econômicas Globais, dois terços das economias tiveram revisões para baixo desde janeiro. Em 2027, a previsão aponta recuperação parcial, com crescimento de 2,8%, ainda 0,4 ponto percentual abaixo da média da década de 2010.
O Banco Mundial ressalta que o fraco desempenho nas economias em desenvolvimento compromete a convergência de renda com as economias mais avançadas. Até 2028, boa parte desses países deve medir quase uma década sem avanços nessa diferença.
A desaceleração está ligada ao impacto do conflito sobre o mercado de energia, com alta de preços do petróleo, inflação mais alta e custos de financiamento maiores. O fechamento do Estreito de Ormuz é citado como fator relevante.
A instituição projeta que o preço médio do barril Brent encerre 2026 em US$ 94, aumento de 36% frente a 2025, se as interrupções se reduzirem a partir de julho. Preços de fertilizantes devem subir, elevando custos dos alimentos.
Dados apontam inflação global em 2026 na casa de 4%, acima dos 3,3% de 2025. Riscos adicionais existem: interrupções energéticas mais severas combinadas com estresse financeiro podem levar o crescimento a apenas 1,3% e a inflação a 4,4%.
As economias em desenvolvimento devem crescer 3,6% neste ano, ante 4,4% em 2025. Em 2027, espera-se recuperação para 4,2%. Países do Golfo afetados devem ter crescimento próximo de zero em 2026, após alta de 3,9% em 2025.
O relatório aponta que esses países podem retomar o crescimento entre 2027 e 2028, impulsionados pelo comércio e pelos gastos com reconstrução. O estudo também enfatiza desafios fiscais decorrentes da volatilidade de commodities.
A dívida pública agregada de economias em desenvolvimento subiu de menos de 40% do PIB, em 2010, para acima de 70%. Emima, a maior parte dessa trajetória pode limitar respostas a crises e investimentos a longo prazo.
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