Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Congresso, Procon e Receita Federal atuam na fiscalização de camisas falsas

Plataformas online são foco de combate às camisas falsas da Seleção; autoridades aumentam notificações, apreensões e fiscalização para frear pirataria

Venda de camisetas falsificadas da Seleção explode e deve crescer 50% este ano
0:00
Carregando...
0:00
  • Plataformas de compra online enfrentam atuação do Congresso, Procon, Receita Federal e PF para frear a venda de camisas da Seleção Brasileira falsificadas, em meio à Copa de 2026.
  • A Receita Federal apreendeu 965,5 mil camisas esportivas em operações em portos, no aeroporto do Galeão, em Boa Vista e em São Paulo, com foco na entrada de mercadorias.
  • A comissão externa Brasil Legal e o deputado Júlio Lopes pressionam marketplaces como Mercado Livre, Amazon, Shein e Shopee para ampliar a verificação de vendedores e coibir pirataria.
  • Pesquisa aponta 18,1 milhões de camisas falsificadas em 2025, com projeção de crescimento de pelo menos 50% em 2026, atingindo mais de 30 milhões; pirataria esportiva alcançou cerca de 225 milhões de itens no ano anterior.
  • Empresas afirmam cooperação: Amobitec diz manter canais de denúncia; Mercado Livre usa programa de proteção à propriedade intelectual e IA para identificar anúncios irregulares; Shopee não respondeu.

Antes de o pontapé da Copa do Mundo de 2026 ser dado, o mercado brasileiro já convive com o impulso de camisas e artigos esportivos falsificados vendidos pela internet. Marketplaces, Congresso Nacional, Procon, Receita Federal e Polícia Federal atuam de forma integrada para frear o comércio ilegal, especialmente no período de torcidas pela Seleção Brasileira.

Operações recentes apontam para apreensões em portos, aeroportos e espaços comerciais pelo Brasil. Além disso, ações miram também o varejo informal online, com foco em plataformas de compra que hospedam dezenas de lojas e vendedores individuais.

A comissão externa Brasil Legal da Câmara tem acompanhado o tema, cobrando maior responsabilização de plataformas e influenciadores digitais. Parlamentares destacam a necessidade de notificações mais rígidas e de cooperação entre plataformas e autoridades para coibir a pirataria.

As autoridades apontam que grande parte das camisas falsificadas é importada e chega aos consumidores por meio de canais online. Entre os pontos de fiscalização, destacam-se operações da Receita Federal nos portos e aeroportos, com foco na entrada de mercadorias contrabandeadas.

Segundo a indústria esportiva, o contrabando de camisas é um mercado crescente. Dados de pesquisa encomendada pela Ápice indicam que 18,1 milhões de camisas piratas foram vendidas em 2025, com expectativa de crescimento de 50% em 2026, impulsionado pela Copa.

A mesma pesquisa aponta que o Brasil registrou cerca de 225 milhões de itens esportivos falsificados consumidos em 2025, com prejuízos estimados em R$ 31,8 bilhões no setor. O preço das camisas oficiais, acima de centenas de reais, é apontado como um fator de atração para a pirataria.

Marketplaces dizem atuar para reduzir o problema. A Amobitec, que representa Amazon e Shein, afirma manter canais de denúncia e cooperação com autoridades para impedir a violação de direitos de propriedade intelectual.

O Mercado Livre informou ter uma força-tarefa em parceria com a Nike para identificar anúncios irregulares e remover conteúdos rapidamente. A plataforma utiliza ferramentas de IA e aprendizado de máquina para monitorar e agir contra anúncios suspeitos.

A Shopee não respondeu até o momento. As autoridades ressaltam que a luta envolve ajustes regulatórios, melhoria na verificação de vendedores e redução de preços que incentivem a pirataria, buscando equilíbrio entre acesso ao produto legítimo e combate à falsificação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais