- Em maio de 2026 o Brasil exportou 3,089 milhões de sacas de quarenta e oito quilos de café, alta de 3,6% ante maio de 2025.
- A receita cambial caiu 16% na comparação anual, com preço médio da saca caindo de US$ 433,69 para US$ 350,04 (variação de -19,3%).
- No acumulado de janeiro a maio, as exportações totalizaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% frente ao mesmo período de 2025.
- A receita no período somou US$ 5,552 bilhões, recuo de 14,6%.
- O Cecafé aponta expectativa de recuperação nos embarques no segundo semestre, com a colheita de arábicas, mas cita riscos como tensões geopolíticas, gargalos portuários e incertezas sobre política comercial dos Estados Unidos.
O Brasil exportou 3,089 milhões de sacas de 60 kg de café em maio de 2026, aumento de 3,6% ante maio de 2025. Os números são do Cecafé, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. A entrada da nova safra ajudou a elevar os embarques.
Mesmo com o volume maior, a receita cambial caiu 16% na comparação anual, pressionada pela queda do preço da saca. O preço médio ficou em US$ 350,04 em maio de 2026, ante US$ 433,69 em 2025, recuo de 19,3%.
No acumulado de janeiro a maio, o Brasil exportou 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% ante igual período de 2025. A receita total somou US$ 5,552 bilhões, retração de 14,6%.
Perspectivas para o resto do ano
Para os próximos meses, o Cecafé projeta aumento dos embarques, sobretudo no 2º semestre, com a colheita de arábicas em avanço. O clima foi considerado favorável no cinturão cafeeiro, o que pode elevar qualidade e volume disponível.
Fatores externos também influenciam o setor. Tensões geopolíticas, defasagem logística nos portos brasileiros e incertezas sobre política comercial dos EUA pesam sobre operações. A guerra no Oriente Médio aumenta o custo de fretes marítimos e atrasa embarques.
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