- Operação 9º Círculo do Gaeco/MPMG, realizada em Belo Horizonte, apurou fraude bancária com 1.289 cartões adulterados e já resultou na prisão de 11 suspeitos, com 23 mandados de busca e apreensão.
- A ação buscava cumprir 14 mandados de prisão preventiva; a investigação aponta atuação da organização desde 2023 em núcleos na região metropolitana.
- O esquema, chamado de “cesárea”, envolvia entregadores que trocavam chips dos cartões por versões adulteradas antes de entregar aos clientes, aliando dados das vítimas a transações fraudulentas.
- Além das fraudes, havia abertura de contas com documentos falsos para empréstimos e obtenção de cartões de crédito; houve bloqueio de bens de até R$ 10 milhões e recolhimento de veículos vinculados.
- Ao todo, as apurações identificaram 1.289 cartões adulterados e uma movimentação financeira global superior a R$ 21,9 milhões em mais de 87 mil transações.
O Gaeco do Ministério Público de Minas Gerais desencadeou nesta quinta-feira a Operação 9º Círculo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias. A ação teve como objetivo cumprir 14 mandados de prisão preventiva e contou com 23 mandados de busca e apreensão. Até o momento, 11 suspeitos foram presos.
Segundo as investigações, o grupo atuava em núcleos desde 2023, utilizando a técnica “cesárea” para adulterar cartões. Responsáveis pela distribuição dos cartões retiravam chips originais e instalavam chips falsificados antes de entregar aos clientes.
Com os cartões adulterados, os criminosos efetuavam transações fraudulentas em máquinas de cartão também irregulares, associadas aos dados das vítimas. Além disso, havia abertura de contas com documentos falsos para empréstimos e obtenção de cartões de crédito.
Resultados da operação e contexto
As instituições financeiras identificaram 1.289 cartões adulterados. O bloqueio de bens e valores determinado pela Justiça alcançou até R$ 10 milhões, além do recolhimento de veículos vinculados aos investigados. A Justiça também autorizou medidas que interrompem a movimentação financeira, conforme apurado.
A apuração aponta movimentação global de mais de R$ 21,9 milhões, em mais de 87 mil transações entre os investigados. A operação integra a ação de Convergência Nacional do GNCOC, grupo vinculado ao MP para enfrentar facções criminosas.
A investigação segue sob supervisão de autoridades competentes, com continuidade de medidas de cumprimento de mandados, coleta de provas e oitiva de testemunhas, para detalhar a atuação da organização na região.
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