- A distribuição de combustíveis representa cerca de 5% do preço do diesel pago pelo consumidor, mas sustenta a logística para abastecer todo o país.
- Regiões com infraestrutura mais precária, como parte do Norte e do Nordeste, enfrentam custos logísticos maiores para o abastecimento.
- A diluição de custos fixos pela atuação nacional das distribuidoras permite atender regiões menos favoráveis e equilibrar o acesso.
- Sem esse equilíbrio regional, distribuidoras poderiam focar apenas em áreas de menor custo, comprometendo o abastecimento em todo o território.
- A transição energética pode alterar a equação, com biocombustíveis e fontes distribuídas pelo Brasil potencialmente reduzindo parte do custo logístico.
O custo da distribuição de combustíveis no Brasil representa cerca de 5% do preço final do diesel. Embora pequena proporção, essa fatia sustenta uma rede logística complexa que garante abastecimento em todo o país, inclusive em áreas remotas.
A operação vai além do trajeto entre base de distribuição e posto. Em um território continental, diferenças de infraestrutura exigem escala, planejamento e investimentos para equilibrar custos e evitar falhas no abastecimento.
Complexidade e regionalidade
A logística varia conforme a região. Em áreas com rodovias eficientes e alta densidade, a distribuição opera com mais escala. Em zonas de difícil acesso, como partes do Norte e do Nordeste, custos logísticos aumentam.
Estados como Amazonas e Maranhão mostram esse desafio: o transporte depende de vias fluviais, trajetos longos, menos rotas e apoio mais caro. Assim, abastecer regiões isoladas tem custos diferentes de grandes centros.
Para Bruno Pascon, cofundador da CBIE Advisory, a diluição de custos fixos pela atuação nacional permite atender regiões deficitárias. A escala nacional ajuda a amortecer o impacto de regiões menos eficientes.
Essa diluição funciona como mecanismo de equilíbrio, reduzindo riscos de preços elevados ou desabastecimento em áreas remotas.
O que aconteceria sem o equilíbrio?
Sem esse modelo, distribuidoras priorizariam regiões de menor custo e maior margem. O abastecimento nacional seria comprometido, segundo Pascon, pois a cobertura ficaria restrita a poucos locais.
O executivo cita fatores como diluição de custos fixos, base de clientes em diferentes localidades, mix de produtos e bases de armazenamento para reduzir distâncias.
Distribuição como integração nacional
A distribuição de combustíveis revela uma parcela da cadeia logística que conecta regiões com realidades distintas. O efeito é direto na economia: abastece caminhões, transporte público, indústria e serviços essenciais.
Quando funciona, a distribuição sustenta circulação de pessoas e mercadorias em diversas regiões, evitando gargalos que elevem custos ou promovam insegurança no fornecimento.
Pascon aponta distorções competitivas no setor, associadas a alta tributação e à sonegação. Ele cita ainda adulteração de combustíveis como ameaça aos ambientes de competição.
Transição energética e o futuro da logística
A adoção de biocombustíveis, biometano, SAF e outras soluções de baixo carbono pode alterar o cenário logístico. A integração desses combustíveis à infraestrutura de abastecimento é desafio relevante.
Segundo Pascon, o potencial nacional de biogás está disperso pelo território, o que pode reduzir parte dos custos logísticos e ampliar a segurança energética com geração distribuída renovável.
Por que isso importa
A integração logística influencia preço, abastecimento e previsibilidade para consumidores e investidores. Em um país continental, a distribuição eficiente sustenta cadeias produtivas e reduz riscos de desabastecimento.
Essa matéria é parte da campanha Combustível Brasil – Segurança energética move a economia. Credite fontes quando houver.
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