- O índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA subiu 1,1% em maio ante abril, segundo o Departamento do Trabalho.
- O resultado ficou acima da alta prevista de 0,7%, mas abaixo do ganho de 1,4% registrado em abril.
- Em doze meses, o PPI acumulou alta de 6,5%, a maior desde novembro de 2022 (7,4%).
- O núcleo do PPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,4% em maio, frente à previsão de 0,5%.
- A leitura indica inflação mais persistente, o que pode manter juros mais elevados por mais tempo pelo Federal Reserve.
O índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos subiu 1,1% em maio ante abril, conforme dados do Departamento do Trabalho divulgados nesta quinta-feira. O resultado ficou acima do consenso de 0,7% e é o maior para o mês desde o avanço de 1,4% em abril.
Na leitura de 12 meses, o PPI acumula alta de 6,5% em maio, a maior desde novembro de 2022, quando a variação foi de 7,4%. O núcleo, que exclui alimentos e energia, teve alta de 0,4% em maio, abaixo da expectativa de 0,5%.
Ontem, o CPI sinalizou aumento na inflação ao consumidor, com alta de 0,5% em maio ante abril. No acumulado de 12 meses, o CPI mostrou avanço de 4,2%, acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed). O PPI é visto como indicador antecedente da inflação ao consumidor.
Dados-chave do PPI
O relatório destaca que o PPI mede a variação dos preços recebidos pelos produtores de bens e serviços, servindo como termômetro da pressão inflacionária que pode se disseminar pela cadeia de produção até o consumo.
Especialistas ressaltam que variações do PPI influenciam decisões de política monetária, ainda que o Fed tenha como referência primária o PCE. A leitura acima do esperado reforça a percepção de inflação mais persistente, elevando apostas de juros elevados por mais tempo.
Entre na conversa da comunidade