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Preço alto da Copa afasta torcedores e impacta turismo e transportes nos EUA

Copa do Mundo nos EUA não gera bonança: queda de reservas, hotéis reduzem tarifas e torcedores enfrentam custos elevados e vistos

Um turista tira uma selfie em grupo no "Big Bus" na Times Square, em Nova York, EUA, em 27 de agosto de 2024. (Foto: Reuters/Kent J Edwards)
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  • A Copa do Mundo, esperada para impulsionar o setor de viagens nos EUA, não gerou o impulso esperado no início do torneio.
  • Hotéis reduziram tarifas em algumas cidades, com a média de reservas em cidades-sede subindo apenas 0,5%; Nova York registrou tarifas mais altas, mas algumas propriedades—como o Hilton Midtown—anunciaram cortes.
  • Custos de ingressos altos e vistos de viagem complicados tornam a demanda de última hora incerta; ingressos mais baratos chegam perto de US$ 1.000 em algumas cidades.
  • A FIFA previa 1,2 milhão de torcedores na superfície; a associação de hotéis de Nova York estima cerca de meio milhão de visitantes apenas para a cidade.
  • O aluguel de curto prazo mostra senso de demanda adicional; a Airbnb apontou expectativa de maior evento já registrado, com tarifas médias de aluguel aumentando de US$ 218 para cerca de US$ 335 a partir de 8 de junho.

Poucas horas antes da abertura da Copa do Mundo, o setor de viagens dos Estados Unidos ainda não viu o impulso esperado. Hotéis, companhias aéreas e operadores de turismo relatam demanda fraca em meio a ingressos caros e à complexidade de viagens entre 16 estádios em três países.

Especialistas apontam menor entusiasmo em relação a Copas anteriores, com tarifas de hospedagem em baixa e queda nas reservas de voos internacionais. O cenário ocorre mesmo com expectativas de crescimento do turismo esportivo nos EUA, país onde o futebol não tem a mesma popularidade de mercados europeus.

O impacto é especialmente sentido em Nova York, onde a associação de hotéis prevê queda expressiva na receita de quartos ligada ao torneio. O executivo da entidade, Vijay Dandapani, afirmou que as reservas não estão atingindo as projeções anteriores.

Demanda de última hora ainda não se concretizou

Dados da Cirium indicam queda de 3,8% nas reservas de voos da Europa para as cidades-sede, em junho e julho, frente ao ano anterior. As visitas de europeus a Nova York recuaram 15,8%. A FIFA estimava 1,2 milhão de torcedores, mas a rede hoteleira local projeta cerca de 500 mil.

Hoteleiros relataram apenas pequeno aumento recente de reservas vindas do Reino Unido e da Noruega. Medidores do setor apontam que o mercado ainda não reagiu aos confrontos decisivos da fase de grupos.

Custos de ingresso e vistos são desincentivo

Mais da metade dos países classificados exigem visto para entrar nos EUA, elevando custos e incertezas entre viajantes. Ingressos com preços elevados e prática de revenda sem limites também contribuíram para retração da demanda.

O ingresso mais acessível em cidades como Nova York e Miami tem observado valor próximo de US$ 1.000, conforme dados da TicketData. Mesmo com possível queda de preço próximo aos jogos-chave, operadores indicam que a logística e a necessidade de vistos reduzem a procura de última hora.

Aluguéis de temporada aparecem como ponto positivo para reduzir custos. A Airbnb informou que a Copa do Mundo tende a impulsionar o maior evento de sua história. Dados da AirDNA apontam tarifas médias diárias entre US$ 218 e US$ 335 para reservas de última hora, com hosts ajustando preços conforme a demanda.

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