- Em junho, fundos imobiliários de recebíveis e galpões logísticos permanecem entre os favoritos das principais instituições para manter renda em um cenário de juros elevados.
- A preferência busca ativos com contratos longos, geração de renda previsível e receitas atreladas a indexadores como CDI e IPCA, ajudando a sustentar distributionos.
- Entre os fundos que se destacam no consenso estão TRXF11, BRCO11, KNCR11, XPML11, BTLG11, HGBS11, HSML11, KNHF11, MCCI11, PCIP11, PVBI11 e VILG11.
- No mapa das casas, BB Investimentos manteve a carteira, Santander não alterou, BTG Pactual fez ajuste (reduziu RBRY11, elevou HSML11), Itaú BBA manteve recomendações, e XP e EQI mantiveram ou ajustaram exposições para elevar ativos de maior qualidade.
Os 12 fundos imobiliários mais recomendados para junho aparecem, segundo levantamento do Valor Investe, entre os favoritos de instituições como BB Investimentos, Santander, BTG Pactual, Itaú BBA, EQI Research e XP. A seleção privilegia ativos com geração de renda estável em meio a juros elevados e incertezas globais.
Fundos de recebíveis, conhecidos como fundos de papel, e galpões logísticos aparecem com peso relevante nas carteiras. A visão reflete inflação ainda pressionada e cenário geopolítico, que elevam a percepção de que a Selic pode permanecer alta por mais tempo.
Essa configuração favorece recebíveis atrelados a CDI e IPCA, mantendo rendimentos distribuídos aos cotistas mesmo com juros altos. Já os galpões logísticos aparecem como defesa entre fundos de tijolo, com contratos longos e demanda aquecida por centros de distribuição.
Entre os destaques, entram fundos de recebíveis, galpões, shoppings e renda urbana. As casas recomendam ativos com renda recorrente e maior resiliência em um ambiente de juros elevados.
Destaques por instituição
BB Investimentos mantém carteira estável para junho, reforçando a visão de benefício aos recebíveis imobiliários. O foco fica em operações com renda atrelada a CDI ou IPCA e spread de crédito.
Entre os nomes citados pelo banco, aparecem RZTR11, GARE11, TRXF11, KNHF11, RECR11, VGIP11, XPCI11 e PMLL11, entre outros. A aposta permanece em fundos de tijolo com contratos longos e renda previsível.
Santander também não alterou a recomendação para julho, mantendo maior peso em recebíveis. O dividend yield é estimado em 11,6% para 12 meses, com carteira que mescla recebíveis, galpões, escritórios e shoppings.
BTG Pactual realizou ajustes em junho, reduzindo RBRY11 e elevando HSML11. A mudança reflete cautela diante da volatilidade e de riscos geopolíticos, mantendo, no entanto, a importância dos recebíveis.
Itaú BBA repete apostas em recebíveis e logística, com mais da metade da carteira nesses espaços. O retorno em dividendos anual é estimado em 10,95%, com foco em fundos de recebíveis e galpões.
EQI mantém visão positiva, sem mudanças para junho, com foco em recebíveis bem diversificados e imóveis físicos com desconto. O retorno em dividendos fica em torno de 11,3% ao ano.
XP reforça exposição a galpões e shoppings, reduzindo LVBI11 e PVBI11 e aumentando XPLG11 e HGBS11. O segmento de recebíveis segue relevante, representando 41% da carteira.
Carteira e fundos em destaque
Confira os fundos que se destacam no consenso de junho, com códigos entre parênteses:
- TRX Real Estate (TRXF11)
- Bresco Logística (BRCO11)
- Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11)
- XP Malls (XPML11)
- BTG Pactual Logística (BTLG11)
- Hedge Brasil Shopping (HGBS11)
- HSI Malls (HSML11)
- Kinea Hedge Fund (KNHF11)
- Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11)
- Patria Imobiliário (PCIP11)
- VBI Prime Properties (PVBI11)
- Vinci Logística (VILG11)
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