- Regulamentação das apostas está em vigor desde janeiro de 2025, consolidando o Brasil como mercado regulado e fortalecendo arrecadação e empregos, com foco no jogo responsável.
- Relatórios apontam que 40% do mercado online opera de forma irregular; TCU recomenda mecanismo permanente de combate à ilegalidade e estudo da LCA estima que apostas ilegais movem entre R$ 26 bilhões e R$ 40 bilhões por ano, causando perda de R$ 7,2 bilhões a R$ 10,8 bilhões aos cofres públicos.
- Bets legais ampliam ações de conscientização: Betano destina 15% da verba publicitária ao jogo responsável, com campanhas como “Não Mete o Loco”; plataforma Bet Alert facilita checagem de regularidade via URL que termina em .bet.br.
- Senado analisa projetos de lei que visam proibir propagandas e patrocínios de bets; executivo diz que críticas refletem desinformação e vínculo inadequado com o mercado ilegal.
- Investimento no esporte: em 2025, operadoras colocaram R$ 1,1 bilhão em clubes da Série A; Betano patrocina Flamengo e detém naming rights de Brasileirão e Copa do Brasil, além de apoiar a Copa do Mundo de 2026.
Regulamentação das bets amplia debate sobre jogo responsável. A implementação, em vigor desde janeiro de 2025, consolidou o setor como impulsionador de arrecadação e empregos no Brasil. A separação entre mercados legal e ilegal ampliou a atuação de ONGs e órgãos públicos quanto ao jogo responsável.
O enfoque atual envolve combater a informalidade. Segundo relatório do TCU (2026), cerca de 40% do mercado online opera irregularmente, o que levou o órgão a recomendar à SPA a criação de mecanismo permanente de fiscalização. Estimativas da LCA apontam que apostas ilegais movimentam entre 26 bilhões e 40 bilhões de reais por ano.
A arrecadação das bets reguladas atingiu 9,95 bilhões de reais em 2025, segundo dados da SPA. Enquanto isso, o combate à ludopatia e à promoção responsável tem ganhado espaço com plataformas de conscientização, como o Bet Alert, ferramenta do IBJR para verificar a regularidade das operadoras.
Mudanças e ações regulatórias
Para facilitar a identificação de operadoras oficiais, as páginas devem terminar com .bet.br. Além disso, sites legais costumam exigir verificação de identidade, com reconhecimento facial para impedir apostas de menores de 18 anos.
A Betano destaca que destinou 15% de sua verba publicitária para jogo responsável. Em 2025 lançou a campanha Não Mete o Loco, com participação de Loco Abreu, e promove ações de conscientização em eventos de grande audiência.
Investimento em esportes e patrocínios
As operadoras investiram, em 2025, cerca de 1,1 bilhão de reais em clubes da Série A do Brasileirão. Os recursos ajudam jovens talentos, infraestrutura de base e sustentabilidade do esporte. A Betano, em particular, patrocina o Flamengo e detém naming rights de competições nacionais.
Guilherme Figueiredo, diretor de Relações Institucionais da Betano, afirma que o setor mantém mecanismos de limite de tempo e gasto diário. Ele destaca a portaria 1.231/2024, da SPA, como uma das melhores do mundo para jogo responsável.
Contexto político e impactos
Projetos de lei em tramitação no Senado visam proibir propagandas e patrocínios de bets no Brasil. Figueiredo afirma que a desinformação favorece restrições, prejudicando ações educativas do setor. Se aprovados, os projetos podem reduzir receitas públicas e prejudicar iniciativas sociais associadas ao setor.
Em 2025, apenas parte dos recursos regulados foi destinada ao esporte, turismo, segurança pública, educação e seguridade social. Entre os grandes beneficiários, destacam-se o Ministério do Esporte e o COB, entre outros.
Patrocínios e iniciativas sociais
Além das receitas fiscais, o mercado patrocina o esporte com contratos e investimentos diretos. Em 2025, operadores apoiaram clubes da Série A e projetos sociais, como reforma de quadras no Parque da Cidade, em Brasília, e bolsas para atletas negros em parceria com o Afro Esporte. A Betano também apoia a Copa do Mundo 2026, com foco em experiências para fãs.
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