- A Conab elevou a estimativa da safra brasileira de grãos 2025/26 para 358,6 milhões de toneladas, aumento de 600 mil em relação ao dado de maio.
- A área cultivada total deve chegar a 83,5 milhões de hectares, 2,2% a mais que a safra anterior, puxada pela soja, milho e sorgo.
- Soja: área de 48,56 milhões de hectares; produção de 180,2 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.712 kg por hectare.
- Milho da primeira safra tem colheita em 87,7% da área, com produção estimada de 29,3 milhões de toneladas e produtividade de 7.110 kg/ha.
- Trigo deve produzir 6,3 milhões de toneladas (-20% frente à safra anterior); algodão, 4 milhões de toneladas (-2,5%); arroz e feijão com colheitas em andamento e variações de área, mas rendimentos satisfatórios.
A Conab elevou a projeção para a safra brasileira de grãos 2025/26 para 358,6 milhões de toneladas, 600 mil a mais que o relatório anterior. O aumento, de 0,2% em relação a maio, representa crescimento de 1,8% na comparação com a safra 2024/25.
A revisão é atribuída principalmente aos resultados de produtividade após as colheitas da soja, arroz e feijão da primeira safra. A área cultivada total ficou estimada em 83,5 milhões de hectares, 2,2% a mais que no ciclo anterior.
A alta na produção ocorre mesmo diante de variações climáticas. Em alguns estados, houve períodos de chuvas intensas e de seca, mas a Conab aponta produtividade satisfatória na maioria das regiões. Pará e Bahia registraram máximos históricos de produtividade na temporada.
Soja
A área plantada com soja atingiu 48,56 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.712 kg/ha. A produção projetada é de 180,2 milhões de toneladas, alta de 5,1% ante 2024/25 e compatible com o sétimo recorde das últimas dez safras. Em junho, 99,71% da área prevista já havia sido colhida.
Os estados com melhores resultados ficaram entre Pará e Bahia, que apresentaram os maiores índices de produtividade. Mesmo com faltas e excessos de chuva em alguns locais, o desempenho da cultura manteve-se sólido na maior parte do país.
Milho
A colheita da primeira safra de milho atingiu 87,7% da área semeada, com operações concentradas em Matopiba e em Minas Gerais e Goiás em fase de conclusão. A menor umidade causada pela redução de chuvas em maio acelerou os trabalhos.
A produção da primeira safra é estimada em 29,3 milhões de toneladas, 17,7% acima do ciclo anterior. A produtividade média prevista ficou em 7.110 kg/ha, refletindo o ritmo de colheita acelerado.
Trigo
A projeção de produção de trigo é de 6,3 milhões de toneladas, 20% abaixo da safra 2024/25. A queda está ligada, principalmente, à menor área cultivada no Rio Grande do Sul e no Paraná, principais estados produtores. O levantamento aponta ainda recuo relacionado a produtividade em Goiás e ajustes de área em Paraná e Santa Catarina.
O plantio já começou em todas as regiões, com avanço acelerado no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Paraná avança para a metade da área prevista; Mato Grosso do Sul e São Paulo concluíram a implantação, enquanto Minas Gerais e Goiás seguem em fase final.
Algodão
A produção de algodão em pluma para 2025/26 está estimada em 4 milhões de toneladas, 2,5% abaixo da safra anterior. A Conab elevou a projeção após ganhos de produtividade em Bahia, Piauí e Mato Grosso, ainda que a área cultivada tenha sido reduzida, principalmente em Mato Grosso.
Arroz e feijão
A colheita de arroz está quase concluída. Houve redução da área plantada, influenciada por condições de mercado e custos de produção, com boa produtividade nas lavouras. A área de arroz irrigado soma 1,25 milhão de hectares; o sequeiro, 265,4 mil hectares.
A primeira safra de feijão foi finalizada, com clima favorável na maior parte do ciclo. O atraso no início das chuvas impactou parte do calendário e limitou o potencial, mas a produtividade média ficou acima da safra anterior. A área destinada apresentou recuo ante 2024/25.
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