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Servidores protestam no Buriti contra acordo do BRB e pedem transparência

Servidores protestam em frente ao Palácio do Buriti contra empréstimo de 6,6 bilhões ao BRB, alegando falta de transparência e risco a saúde, educação e assistência social

Servidores protestam no Buriti contra acordo do BRB e cobram transparência do GDF - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
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  • Manifestação em frente ao Palácio do Buriti, na manhã de 11 de junho, protestou contra o empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB) por alegada falta de transparência.
  • Professores, orientadores educacionais, profissionais da saúde, servidores da assistência social e representantes de movimentos sociais participaram, defendendo serviços públicos e pedindo revisão da medida aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
  • Manifestantes argumentam que as contrapartidas fiscais podem impactar saúde, educação e assistência social nos próximos anos, afetando também a população que depende da rede pública.
  • Líderes cobraram maior divulgação sobre juros, prazos, balancete do BRB e plano de contingência, advertindo que o acordo pode comprometer o orçamento público.
  • O GDF afirma que o acordo é necessário para assegurar a estabilidade financeira do BRB e a preservação do sistema bancário local, enquanto entidades pedem transparência e revisão das condições.

Profissionais da educação, saúde, assistência social e representantes de movimentos sociais foram às ruas na manhã desta quinta-feira (11/6) em frente ao Palácio do Buriti para protestar contra o acordo que viabiliza um empréstimo de 6,6 bilhões de reais ao Banco de Brasília (BRB). O movimento questiona a transparência do processo e teme impactos nas áreas de serviços públicos pelos próximos anos.

O ato, inicialmente convocado pelo Sinpro-DF, ganhou adesão de diversas categorias do funcionalismo. Cartazes e faixas marcaram a mobilização, que também cobrou revisão da medida aprovada pela Câmara Legislativa do DF. A pauta central é a defesa dos serviços públicos e a solicitação de clareza sobre as contrapartidas fiscais do empréstimo.

Joice Naves, pedagoga orientadora da Secretaria de Educação, afirmou que o acordo pode afetar não apenas os servidores, mas toda a população que depende da rede pública, citando impactos em salários e investimentos em políticas públicas. Segundo ela, recursos podem ser usados para reajustes salariais e políticas públicas, o que pode reduzir o dinheiro disponível para hospitais, escolas e serviços básicos.

Igor Chianca, diretor do sindicato dos servidores da assistência social, destacou a insatisfação com o não cumprimento de acordos anteriores e a falta de informações sobre juros, prazos e balancete do BRB. Ele afirmou que o comprometimento financeiro pode dificultar o orçamento público nos próximos anos, impactando governos subsequentes.

Karine Rodrigues Afonseca, presidente da Aben-DF, reforçou que a saúde pública já enfrenta déficits estruturais, com déficit estimado de cerca de 25 mil servidores e unidades de saúde em situação precária. Ela afirmou que a mobilização busca demonstrar ao governo a insatisfação dos profissionais e que não há apoio ao acordo entre equipes da saúde, educação e assistência social.

Posicionamento governamental e próximos passos

O governo do Distrito Federal sustenta que o acordo é necessário para garantir a estabilidade financeira do BRB e a preservação do sistema bancário local. Ainda não foram divulgados detalhes como o balancete do BRB, os juros do empréstimo ou um plano de contingenciamento específico. As autoridades ressaltam que a medida visa evitar riscos financeiros maiores.

A mobilização manteve o foco na transparência do processo e na avaliação de impactos a curto e longo prazo sobre as áreas de saúde, educação e assistência social. Técnicos e representantes de movimentos sociais afirmam que novas informações são fundamentais para a tomada de decisão pública.

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