- Em Jundiaí, SP, a Siemens Energy, em parceria com o MOVI, transforma uniformes industriais em bolsas, mochilas e itens, já convertendo cerca de 500 quilos em produtos e tendo produzido 2.200 unidades.
- O programa Feito em Casa envolve mulheres encarceradas ou egressas, com formação em costura industrial e certificações; remuneração média de cerca de R$ 1.500 durante a participação, com possibilidade de contratação CLT após a saída.
- A iniciativa resulta em redução de custos: o reaproveitamento dos uniformes diminuiu em cerca de noventa por cento os gastos com o tratamento desses resíduos, antes encaminhados a aterros ou processos de CO-processamento.
- Indicadores de impacto social apontam não reincidência de aproximadamente 87% entre as participantes após um ano; a empresa cita índice semelhante de 89%.
- A ação faz parte da estratégia NECTAR (Núcleo de Economia Circular e Transformação Avançada dos Recursos) da Siemens Energy, que busca aumentar a reciclabilidade de resíduos para 98% e zerar aterros na unidade de Jundiaí.
Desde o início da parceria entre Siemens Energy e o Movimento Eu Visto o Bem (MOVI), resíduos têxteis da indústria têm virado oportunidade de empoderamento. Em Jundiaí (SP), Uniformes industriais são reaproveitados para gerar renda e capacitação para mulheres privadas de liberdade ou egressas do sistema prisional.
O projeto Feito em Casa transformou cerca de 500 quilos de uniformes em bolsas, mochilas e itens usados pela própria empresa em eventos e ações com clientes. Ao todo, já foram produzidos 2.200 itens a partir de resíduos têxteis.
Apesar de o volume representar parcela pequena frente aos 600 toneladas de resíduos gerados mensalmente pela operação, a iniciativa atende a material de difícil reciclagem por vias convencionais. O foco é inovação social e redução de passivos ambientais.
Parcerias e impactos sociais
Roberta Carneiro, diretora de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da Siemens Energy para a América Latina, destaca o valor agregado do projeto. Ações como essas consolidam a cultura de economia circular na fábrica, além de reduzir custos com o tratamento de resíduos.
Mais de 1.200 mulheres já passaram por programas de profissionalização, renda e reintegração promovidos pelo MOVI. A formação inclui costura industrial e temas de desenvolvimento humano e empreendedorismo, com certificações em parcerias com Senac e Sebrae.
Durante o programa, as participantes recebem remuneração. Quem atua dentro de unidades prisionais recebe em média R$ 1.500 mensais. Ao deixar o sistema, há possibilidades de contratação sob regime CLT para continuidade do trabalho.
Desafios e perspectivas
O MOVI aponta obstáculos como burocracia, infraestrutura prisional e estigma social. A parceria com a Lei de Execução Penal busca validar o trabalho como instrumento de ressocialização, mas a implementação exige tempo e ajustes continuados.
Na Siemens Energy, o reaproveitamento de uniformes também reduz custos de descarte. A empresa aponta que o índice de tratamento de resíduos caiu cerca de 90% graças ao reaproveitamento, com impacto relevante no orçamento de gestão de resíduos.
Economia circular na prática
A iniciativa integra o NECTAR, núcleo de Economia Circular e Transformação Avançada dos Recursos, da Siemens Energy. A unidade de Jundiaí já registra 90% de reciclabilidade de resíduos, com meta de chegar a 98% nos próximos anos e manter histórico de zero aterro desde 2023.
Além do Feito em Casa, o NECTAR coordena projetos de recuperação de óleo de transformadores e o reaproveitamento de cobre, madeira, papel e plásticos industriais, ampliando o ciclo de materiais na operação.
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