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TCU aprova contas de 2025 com ressalvas e alerta sobre dívida pública

TCU aprova contas de 2025 com ressalvas; dívida pública em alta e superestimativa de R$ 60 bilhões nas receitas elevam risco fiscal, com questionamento à garantia de empréstimo dos Correios

Foto: Gerada por IA
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  • O Tribunal de Contas da União aprovou as contas do governo federal de 2025 com ressalvas e encaminha o parecer ao Congresso Nacional.
  • Houve superestimativa de receitas de aproximadamente R$ 60 bilhões no orçamento de 2025, segundo o TCU.
  • A dívida pública continua em trajetória de alta, chegando a cerca de 78,7% do Produto Interno Bruto.
  • A rigidez orçamentária é alta, com cerca de 91% das despesas comprometidas com gastos obrigatórios.
  • O TCU questionou a garantia da União para um empréstimo de R$ 12 bilhões dos Correios, por falta de análise técnico-financeira conclusiva.

O Tribunal de Contas da União aprovou nesta quarta-feira (10) as contas do governo federal relativas a 2025, com ressalvas e alertas sobre a gestão fiscal. O parecer foi relatado pelo ministro Benjamin Zymler e aprovado por unanimidade, e será enviado ao Congresso Nacional para julgamento.

Entre os pontos apontados pelo TCU estão fragilidades no acompanhamento de estatais, falhas na concessão de benefícios tributários e uso de fundos para políticas públicas. O tribunal também questiona projeções de receitas e operações de crédito.

O relatório adverte sobre a trajetória da dívida pública, que, mesmo com maior arrecadação, continua em alta. A dívida bruta chegou a cerca de 78,7% do PIB, sinalizando necessidade de esforço fiscal para estabilizar o endividamento.

Há ainda indicação de superestimativa de receitas de cerca de R$ 60 bilhões para 2025, o que compromete planejamento fiscal. A rigidez orçamentária é destacada, com ~91% das despesas já comprometidas, limitando investimentos.

A decisão também aborda o empréstimo de R$ 12 bilhões dos Correios, para o plano de reestruturação da estatal. O TCU questiona a garantia da União sem análise conclusiva de viabilidade econômico-financeira e capacidade de pagamento.

O tribunal ressalta fragilidades no monitoramento de aportes em estatais não dependentes do Tesouro e orienta atenção a operações futuras. O relatório enfatiza a necessidade de maior transparência e controle de gastos.

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