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Tebet afirma à CNN que momento para pauta-bomba é ruim

Simone Tebet critica pautas-bomba aprovadas no Senado por custo bilionário e falta de clareza sobre a origem dos recursos

A ex-ministra Simone Tebet em entrevista à CNN
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  • Simone Tebet criticou a aprovação no Senado de projetos com custo bilionário, dizendo que o momento não podia ser pior e que não fica claro de onde sairão os recursos.
  • Entre as pautas está o aumento do piso salarial de médicos e dentistas para 20 horas semanais e a aposentadoria especial para agentes de saúde e de combate às endemias; o pacote inclui ainda renegociação de dívidas rurais.
  • A ex-ministra sugeriu compensar o dinheiro com menor volume de emendas parlamentares, retirando itens menos relevantes para não engessar o orçamento.
  • Tebet comentou a tentativa de reaproximação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltando que os dois são de diálogo e que a conversa é importante para aparar arestas.
  • Sobre as pautas-bomba, o governo destaca três projetos: renegociação de dívidas rurais (impacto estimado até 140 bilhões), aumento do piso de médicos e dentistas, e uma PEC para reduzir a idade mínima de aposentadoria de agentes de saúde (impacto estimado de 99 bilhões).

Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, criticou a aprovação no Senado de propostas consideradas de alto custo. Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta (11), ela afirmou que o momento é inadequado e que os textos não deixam claro de onde sairão os recursos.

A ex-ministra defendeu que a saída de recursos seja compensada com menos emendas parlamentares. Tebet destacou a necessidade de priorizar medidas com impacto orçamentário claro e apontou que o pacote pode engessar o orçamento.

Ela também comentou sobre a aproximação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacando a importância do diálogo para afastar atritos. Segundo Tebet, o senador é um interlocutor aberto ao consenso.

Pautas-bomba: o que envolve

Três projetos aparecem como prioritários pelo governo, em avaliação interna, com forte efeito financeiro. O primeiro trata da renegociação de dívidas rurais, criando linha especial para produtores afetados por estiagens e dificuldades econômicas.

O segundo projeto aumenta o piso de médicos e dentistas, elevando a remuneração para uma jornada de 20 horas semanais. O texto segue para a Câmara, caso não haja recursos no plenário do Senado.

O terceiro item é uma PEC que reduz a idade mínima para aposentadoria de agentes de saúde, estabelecendo 57 anos para mulheres e 60 para homens, com 25 anos de contribuição. O Ministério da Previdência estima impacto de aproximadamente R$ 99 bilhões para União, estados e municípios.

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