- Inflação de maio foi 0,58%, ante 0,67% de abril, acumulando 4,72% em doze meses, o maior para meses de maio desde 2021. O resultado mostra IPCA acima de 4,5% em doze meses, acima do teto de 4,5%.
- Projeções indicam queda do ritmo em junho para 0,25%, mas a inflação deve fechar o ano entre 5,0% e 5,5%, com altas mês a mês acima do teto em alguns meses.
- O espaço para redução da Selic até o fim de 2026 é visto como limitado, com a maioria dos analistas estimando menos de 1 ponto percentual de recuo, chegando a aproximadamente 13,5%.
- Há aumentado a expectativa de pausa nos cortes da Selic já na próxima reunião do Copom, sugerindo estabilização da taxa mais próximo do curto prazo.
- Alimentos mantiveram pressão sobre o orçamento: alta de 1,65% em maio, principal contribuinte para o IPCA, a maior elevação para meses de maio desde 2008, com projeções de alta contínua até o fim de 2026, estimando inflação de alimentos em domicílio de 7,5%.
A inflação oficial de maio ficou em alta de 0,58%, menor que abril (0,67%). O IPCA acumula 4,72% em 12 meses, o maior para meses de maio desde 2021. Pela primeira vez desde outubro de 2025, a variação anual supera o teto de 4,5%.
A leitura de junho aponta queda para 0,25% na variação mensal, mantendo a tendência de queda mês a mês até o fim de 2026, segundo as projeções. Mesmo assim, a inflação deve permanecer acima do teto no conjunto de 2026, com altas mensais.
A previsão média indica espaço curto para cortes na Selic até o fim de 2026. A taxa básica, hoje em 14,5% ao ano, poderia recuar para 13,5%, com possíveis pausas no caminho.
Pressão dos alimentos
O peso dos alimentos na inflação tem impacto direto no orçamento. Em maio, os preços de alimentos subiram 1,65%, respondendo por metade da inflação do mês e representando o maior aumento para meses de maio desde 2008.
A expectativa é de que o aperto nos preços de alimentação se mantenha ao longo do ano. A leitura de analistas aponta inflações anuais em alimentos no domicílio acima de 7,0% para 2026, ante 3,3% em 2022 e 1,4% em 2025.
Fatores como choques de oferta com impactos em combustíveis, fertilizantes e logística, além do fenômeno El Niño, devem manter a pressão para altas no fim do ano. Isso reforça a leitura de que a inflação de alimentos continuará contribuindo para o aperto do orçamento.
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