- Economista Sergio Firpo, do Insper, afirmou em Live CNN que o sucesso da PEC do fim da escala 6×1 depende do ritmo de implementação.
- Ele alerta que redução rápida da jornada pode não aumentar a produtividade e pode elevar custos, gerando informalidade em setores com margens pequenas.
- A solução, segundo ele, é tratar cada setor e empresa de forma diferente e fazer a transição o mais longa possível para permitir reorganização, treinamentos e adoção de novas tecnologias.
- O Congresso decidiu que o projeto de lei enviado pelo Executivo terá o essencial, e as mudanças relevantes virão por meio de lei complementar futura; acompanhar esse encaminhamento é decisivo.
- Firpo rejeita desoneração da folha de pagamento como solução intermediária, citando risco fiscal e impactos sobre juros e inflação.
O economista Sergio Firpo, do Insper, defende que a transição para o fim da 6×1 seja o mais longa possível. Em entrevista ao Live CNN, ele afirmou que acelerar o processo pode aumentar informalidade e prejudicar trabalhadores e empresas.
A avaliação de Firpo é que o sucesso da PEC depende do ritmo de implementação. Redução de jornada de forma precipitada pode não gerar ganhos de produtividade por hora trabalhada.
Ele ressaltou que a simples redução não eleva a produtividade de forma imediata e pode elevar custos. Em alguns setores, isso pode estimular empregos informais para manter margens.
Detalhes da implementação
Para o especialista, a solução passa por tratar cada setor e empresa de forma diferenciada, considerando tamanho e região. A transição mais longa permitiria reorganização do trabalho, treinamentos e adoção de novas tecnologias.
Segundo Firpo, o Congresso busca evitar travar a pauta com um texto enxuto. As mudanças relevantes viriam por meio de uma lei complementar futura, que deverá regulamentar a implementação.
Ele enfatizou que acompanhar o encaminhamento da lei complementar é decisivo para o sucesso da redução da jornada, especialmente para evitar desarranjos.
Visão sobre desoneração da folha
Sobre financiamento, Firpo rejeitou a desoneração da folha como solução intermediária. Afirmou que pode ser prejudicial do ponto de vista fiscal, com impactos na qualidade de vida e na inflação.
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