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Ibre propõe mudança fiscal para ampliar a receita do petróleo

Reforma do arcabouço fiscal é necessária para aproveitar melhor a receita do petróleo antes do pico de produção, segundo pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre)

Bráulio Borges: “Nem sempre ter recurso natural é uma maldição; pode ser uma benção, se tiver mecanismos que permitam usá-los de maneira mais produtiva” — Foto: Ana Carolina Negri/Valor
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  • O Brasil precisa reformar o arcabouço fiscal para tratar as receitas do petróleo de forma mais adequada a longo prazo.
  • A ideia é aproveitar melhor o pico de receita que deve vir, antes que o pré-sal atinja o seu pico de produção e novas produções comecem.
  • A análise é dos pesquisadores Bráulio Borges, Manoel Pires e Samuel Pessôa, do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre).
  • O estudo foi apresentado ao Valor como base para orientar políticas públicas, priorizando rentabilidade e uso produtivo dos recursos naturais.

O Brasil precisa reformar o arcabouço fiscal para tratar as receitas do petróleo de forma mais adequada a longo prazo. A mudança seria prioridade antes de o pico de produção do pré-sal atual ser atingido e antes do início de eventuais novas produções.

A conclusão é de pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre): Bráulio Borges, Manoel Pires e Samuel Pessôa, que apresentaram o estudo ao Valor. O objetivo é planejar o uso dos recursos de forma mais produtiva e estável.

Segundo a análise, manter mecanismos eficientes pode transformar recursos naturais em benefício público, reduzindo volatilidade fiscal e ampliando a capacidade de investimento em infraestrutura e educação. O foco está no planejamento de longo prazo.

Proposta central

O trabalho defende uma revisão do regime fiscal aplicado às receitas do petróleo, com regras que garantam previsibilidade, disciplina orçamentária e controle de gastos em momentos de alta e de queda no preço do petróleo. O estudo enfatiza o ganho de estabilidade fiscal.

Dados e impactos esperados

A avaliação aponta que a reforma pode maximizar o aproveitamento de picos de receita, preparando o país para a transição energética sem depender de combustíveis fósseis. A releitura do arcabouço seria mais resistente a choques externos e à volatilidade do mercado.

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