- O IPCA de maio ficou em 1,33%, com o grupo alimentos e bebidas puxando a inflação, ainda que o índice geral tenha desacelerado para 0,58%.
- Alimentação no domicílio subiu 1,65%, influenciada por batata- inglesa (44,69%), tomate (20,62%), cebola (16,80%) e carnes (1,39%).
- Café moído caiu 2,38% e frutas recuaram 0,70%.
- Alimentação fora do domicílio avançou 0,49% (lanches passaram de 0,71% em abril para 0,49% em maio; refeições de 0,54% para 0,51%).
- Etanol caiu 6,20% em maio, ajudando a reduzir a inflação de transportes; o óleo diesel também recuou 2,34%, o que pode reduzir custos logísticos na cadeia agropecuária.
O IPCA de maio, divulgado pelo IBGE, aponta alta de 1,33% no índice de inflação oficial, puxada pelo grupo alimentos e bebidas. A leitura foi anunciada nesta sexta-feira (12). O resultado ficou estável frente a abril, com queda de 0,01 ponto percentual.
Entre os alimentos, a alimentação no domicílio subiu 1,65%, puxada por sustos de preço em itens básicos. A batata-inglesa avançou 44,69%, o tomate subiu 20,62% e a cebola registrou 16,80%. As carnes tiveram alta de 1,39%, repetindo movimentos observados desde janeiro.
Alguns itens, porém, registraram queda. O café moído caiu 2,38% e as frutas recuaram 0,70%. A alimentação fora do domicílio também teve alta menor, de 0,49%. O lanche caiu de 0,71% em abril para 0,49% em maio, e a refeição passou de 0,54% para 0,51%.
O conjunto de alimentos e bebidas manteve-se como a principal pressão sobre o bolso do consumidor, respondendo pela maior contribuição no IPCA de maio, enquanto o índice geral desacelerou para 0,58%, ante 0,67% em abril. Fatores climáticos, custos de produção e oscilações de oferta aparecem entre os principais impulsos dos itens in natura.
Etanol e combustíveis
A safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul contribuiu para a queda do etanol, com recuo de 6,20% em maio, após alta de 0,62% em abril. A oferta maior, aliada à demanda aquecida, amenizou a inflação do grupo Transportes e reduziu as pressões sobre os alimentos.
A queda de combustíveis, incluindo o etanol, ajuda a reduzir custos logísticos na cadeia agropecuária e pode influenciar o comportamento de preços dos alimentos nos próximos meses. O óleo diesel também caiu, 2,34% em maio, reforçando o efeito de custo na produção rural.
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