- O IPCA subiu 0,58% em maio, desacelerando em relação a abril, mas ficou acima da meta do CMN para 2026 (3%, com teto de 4,5%).
- O economista Miguel Daoud diz que há uma “trajetória preocupante” de alta dos alimentos, com peso relevante na inflação.
- A inflação de alimentos é responsável por parte do movimento do IPCA e impacta o cotidiano de quem faz compras.
- O El Niño deve influenciar a produção agropecuária em 2026, com efeitos que podem aparecer nas próximas semanas.
- Mesmo com quedas mensais, o índice acumula alta em doze meses.
O IPCA desacelerou em maio, registrando alta de 0,58% e mantendo o índice acima da meta do CMN. A meta é 3% para 2026, com tolerância até 4,5%.
Economista Miguel Daoud aponta uma trajetória preocupante para os alimentos, que têm peso expressivo no índice. Segundo ele, o gasto no dia a dia em supermercados tem mostrado aumento consistente.
Apesar da queda mensal, o acumulado em 12 meses segue em alta, o que mantém a pressão inflacionária. O especialista aponta que o El Niño, possivelmente um dos mais fortes já observados, pode influenciar a produção agropecuária nas próximas semanas.
Impacto da produção e perspectivas
A produção de alimentos em 2026 tende a ser afetada pelos efeitos climáticos do El Niño, o que pode pressionar preços e o comportamento do IPCA. Analistas aguardam medidas de política econômica para mitigar impactos no consumo.
A situação reforça a expectativa de que a inflação de alimentos permaneça em trajetória elevada no curto prazo. O monitoramento dos próximos meses será essencial para entender a intensidade desse efeito na inflação geral.
Entre na conversa da comunidade