- O IPCA de maio ficou em 0,58%, o maior para o mês em cinco anos.
- No acumulado de 2026, a inflação chega a 3,20% nos primeiros cinco meses e a 4,72% nos últimos 12 meses.
- Alimentos respondem por 1,33% da inflação de maio, seguidos por habitação, com 1,22%.
- O transporte foi o único grupo com queda em maio, em -0,46%.
- Entre itens de transporte, combustíveis puxaram a queda: etanol -6,20%, óleo diesel -2,34% e gasolina -1,46%.
O IPCA, inflação oficial do Brasil, fechou maio em 0,58%. O dado foi divulgado pelo IBGE e aponta o maior resultado para o mês em cinco anos, com pressões concentradas em alimentos e habitação. O aumento ocorre em um cenário de desaceleração frente a abril, mas ainda assim impulsiona o índice acumulado.
Na leitura anual, o IPCA acumula alta de 4,72% nos últimos 12 meses, acima do teto da meta estabelecida pelo governo. O valor representa alta frente aos 4,39% dos 12 meses anteriores e fica bem acima da variação de maio do ano passado, de apenas 0,26%.
Entre os grupos, alimentos avançaram 1,33% e habitação, 1,22%. Esses componentes foram os principais motores da inflação de maio, conforme o IBGE, mantendo pressão sobre o orçamento familiar.
Queda no transporte e seus componentes
O transporte apresentou recuo de 0,46% em maio, o único grupo com queda. A baixa resulta da desaceleração nos preços de combustíveis, como etanol (-6,20%), diesel (-2,34%) e gasolina (-1,46%).
Esses movimentos ajudaram a conter o índice total, ainda que não tenham sido suficientes para reduzir o impacto das pressões de alimentação e habitação no mês. O IBGE ressalta que o ritmo de alta acumulada continua elevado para o período.
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