- IPCA de maio ficou em 0,58%, com alta menor que a de abril (0,67%), e acumulou 3,20% nos cinco primeiros meses de 2026; em 12 meses, avanço de 4,72% (acima da meta central, mas dentro do teto).
- Alimentos e bebidas responderam sozinhos por aproximadamente metade da alta do mês, com variação de 1,33% e impacto de 0,29 ponto percentual.
- Alimentação no domicílio subiu 1,65%, pressionada por batata-inglesa, tomate, cebola e carnes; o grupo habitação acelerou para 1,22%, influenciado pela energia elétrica residencial.
- Energia elétrica subiu 3,67% e foi o maior impacto individual do mês, devido a reajustes tarifários em capitais e à bandeira amarela.
- Nos EUA, a Universidade de Michigan divulgou a primeira leitura de junho do índice de sentimento do consumidor após a mínima histórica de maio (44,8 pontos); o dado é relevante para futuras decisões do Fed.
O IPCA de maio registrou alta de 0,58%, ante 0,67% em abril. O resultado acumula 3,20% nos cinco primeiros meses de 2026 e 4,72% em 12 meses, acima da meta central de 3% e dentro do teto de 4,5%. O grupo alimentação puxou o avanço, com 1,33% e 0,29 ponto percentual de contribuição.
Alimentos no domicílio subiram 1,65%, pressionados por batata-inglesa, tomate, cebola e carnes. O IBGE atribuiu o movimento à menor oferta e ao frete mais caro. A habitação também acelerou, para 1,22%, com alta na energia elétrica residencial, influenciada por reajustes e pela bandeira amarela.
Confiança do consumidor dos EUA acena com leitura de junho
A Universidade de Michigan divulga hoje a leitura preliminar do sentimento do consumidor para junho, após a mínima histórica de maio, em 44,8 pontos. Em maio, o índice caiu 10% frente a abril.
O dado de maio integrou sinais fracos que pressionaram o Conference Board, cuja expectativa ficou abaixo de 80 pontos. Juros elevados e inflação persistente pesam sobre a percepção de poder de compra.
Para junho, o mercado espera leve recuo ou estabilização do índice de confiança, com possível melhora na leitura de expectativas. O consumo, que responde por cerca de dois terços do PIB dos EUA, permanece sensível a sinais de inflação e juros.
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