- IPCA desacelerou para 0,58% em maio, ante 0,67% em abril, segundo o IBGE, e é a maior taxa para o mês desde 2021.
- O resultado ficou acima da mediana dos estimados de 0,54% apurada pela Valor Data junto a 29 instituições.
- O IPCA acumulado em 12 meses até maio ficou em 4,72%, frente a 4,39% até abril.
- Nos cinco primeiros meses de 2026, o IPCA soma 3,20%.
- A inflação de 12 meses acima de 4,5% por seis leituras consecutivas pode manter o IPCA afastado da meta do CMN, que é 3%, com margem de 1,5 ponto.
O IPCA desacelerou para 0,58% em maio, ante 0,67% em abril, segundo o IBGE. Mesmo assim, a alta continua sendo a maior para o mês desde 2021, quando havia aumentado 0,83%.
O resultado ficou acima da mediana de 29 projeções consultadas pelo Valor Data, que indicava alta de 0,54%. As estimativas variaram entre 0,46% e 0,58%.
Nos cinco primeiros meses de 2026, o IPCA acumula alta de 3,20%. Nos 12 meses até maio, houve alta de 4,72%, frente a 4,39% até abril, com o mercado projetando, em média, 4,68%.
Contexto
O IPCA ainda ficou acima do teto da meta de inflação do CMN, de 3% com margem de 1,5 ponto, para o período. O indicador é calculado com base na cesta de consumo de famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, em várias regiões do país.
Implicações
A leitura indica desafio para as expectativas de política monetária, já que o BC monitora o desempenho da inflação em 12 meses para ajustar juros e medidas macroeconômicas. O IPCA reflete variações de preços como alimentação, transportes e habitação.
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