- A unidade de Applied AI da Meta, com cerca de 6.500 profissionais, enfrenta insatisfação generalizada devido a tarefas consideradas repetitivas e de baixo valor, em meio a uma estratégia de IA caótica.
- Um anúncio durante uma reunião, aberto a milhares de funcionários, incluiu profanity direcionada a um executivo de IA da Meta, destacando tensões internas.
- Mais de 1.600 funcionários assinaram uma petição para que a Meta interrompa a coleta de cliques e keystrokes de empregados nos EUA para treinamento de IA; o programa foi parcialmente flexibilizado desde então.
- O CEO Mark Zuckerberg reconheceu que mudanças organizacionais recentes causaram sofrimento dentro da empresa, prometendo evitar novas demissões em massa neste ano e adotando medidas para reduzir o número de funcionários por gerente e fortalecer a coesão.
- O esforço de reorganização tem mantido a pressão sobre áreas como o Applied AI, com relatos de carga de trabalho elevada e engenheiros sendo recrutados como se fossem “recrutas” obrigatórios, em meio a um ambiente descrito como desafiador.
Meta enfrenta série de entraves em sua unidade de IA aplicada, revelam fontes e discussões internas analisadas pela WIRED. Um incidente durante uma chamada aberta a milhares de colaboradores mostrou a frustração com a estratégia de IA da empresa. O episódio ocorreu no início desta semana, sem comentário formal da empresa.
Alunos de ML e desenvolvedores da equipe de IA aplicada, criada em março, relatam descontentamento com a composição da equipe, que reúne cerca de 6,5 mil engenheiros e gerentes de produto. Os relatos apontam tarefas repetitivas e pouco desafiadoras, tidas como desalinhadas com o potencial técnico da área.
Um ambiente de trabalho marcado por pressão e monotonia foi descrito por trabalhadores anônimos, citando uma sensação de desorientação e desvalorização. O quadro faz parte de uma reorganização mais ampla, com impactos em várias áreas, segundo as fontes.
Situação da IA aplicada e repercussões
Em meio a tensões, mais de 1,6 mil empregados assinaram uma petição contra uma iniciativa de monitoramento de cliques e teclas de funcionários nos EUA, usada para treinar IA. A Meta afirmou ter ajustado o programa, permitindo pausas de até 30 minutos e isenções.
Durante uma reunião desta semana com a equipe do Instagram, o chief product officer Chris Cox reconheceu o ambiente conturbado e descreveu ajustes na condução da IA. Ele destacou a necessidade de equilíbrio entre ambição tecnológica e bem-estar dos empregados, sem impor julgamentos sobre a tecnologia.
Em memorando interno, divulgado anteriormente, o CEO Mark Zuckerberg reconheceu que mudanças organizacionais geraram sofrimento entre colaboradores. Ele prometeu maior estabilidade e corrigir erros, além de evitar novas demissões em massa neste ano.
Caminhos estratégicos
O texto de Zuckerberg também abordou a unidade de IA aplicada, ressaltando que os membros devem reconhecer que se trata de um estágio de evolução. A empresa planeja reposicionar funções e criar novas oportunidades de contribuição ao longo dos próximos meses, buscando manter talentos dentro do grupo.
A Meta enfatizou que a prioridade não é apenas automatizar tarefas, mas oferecer produtos variados, como experiências mais personalizadas, ferramentas para pequenas empresas e agentes de superinteligência que atuem de forma diária. A busca é manter a excelência e a inovação, ao mesmo tempo em que se restaura a estabilidade interna.
Entre na conversa da comunidade