- Clientes do Nubank receberam, nesta sexta-feira, e-mails informando por engano que o Banco Central decretaria a liquidação extrajudicial da instituição.
- Tanto o Nubank quanto o Banco Central negaram a informação, afirmando que a instituição não foi liquidada e segue operando normalmente.
- O texto do alerta dizia para solicitar ressarcimento de até R$ 250 mil ao Fundo Garantidor de Créditos, o que não procede.
- O Nubank informou que o envio ocorreu por erro operacional pontual, já identificado e corrigido, e que suas licenças continuam ativas.
- A orientação aos clientes é não seguir instruções do e-mail e buscar informações apenas pelos canais oficiais do banco.
O Nubank enviou nesta sexta-feira 12 um alerta por engano informando que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição. A mensagem, recebida por meio do aplicativo e por e-mail, citava a saída definitiva do ativo do emissor e orientava sobre ressarcimento de valores pelo FGC. As informações são falsas.
O banco e o BC recusaram a validade da notícia. Em nota, o Nubank explicou que houve um erro operacional pontual já corrigido e assegurou que mantém todas as licenças ativas e a operação está estável. Não houve qualquer interrupção nos serviços aos clientes.
Segundo o Nubank, o equívoco já foi corrigido e não houve impacto na qualidade dos serviços. A instituição reforçou que continua operando normalmente e manteve o compromisso com transparência na relação com os clientes.
O Banco Central informou que não decretou liquidação extrajudicial do Nubank. A autoridade ressaltou que a informação enviada aos clientes não procede e que não houve decisão nesse sentido.
Sobre o regimes de liquidação extrajudicial, o BC explica que envolve encerramento de operações e procedimentos de recuperação de valores pelos credores, inclusive com possibilidade de uso do FGC. O FGC oferece cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, mas não houve aplicação no caso do Nubank.
O Nubank mantém atuação no Brasil como instituição de pagamento, sociedade de crédito, financiamento e investimento, além de corretora de títulos. A empresa informou ainda que pretende obter licença bancária no país em 2026, o que não altera as exigências de capital e liquidez.
Clientes devem seguir apenas canais oficiais para informações e evitar instruções vindas do e-mail indevido. A orientação é desconsiderar mensagens recebidas fora dos canais oficiais do banco, que informou ter resolvido o problema.
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