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Produção de automóveis registra aumento de 7,1% em relação a 2025

Produção sobe 7,1% nos cinco primeiros meses e maio tem melhor resultado desde 2019, impulsionada por automóveis; exportações caem e importações sobem, China líder de fornecimento

Fábrica da Fiat em Betim (MG) 20/05/2020 REUTERS/Washington Alves
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  • Em maio, foram fabricados 253,5 mil veículos e emplacados 274,7 mil, com alta de 15,2% frente a maio de 2025; melhor resultado para o mês desde 2019.
  • No acumulado de cinco meses de 2025, a produção atingiu 1,1 milhão de unidades, (+7,1%), e as vendas chegaram a 1,148,2 milhão, (+16,4%).
  • O ritmo é puxado pelos automóveis (+21,5%) e pelo crescimento de comerciais leves (+7,7%), enquanto caminhões (-15,1%) e ônibus (-16,3%) seguem em queda.
  • Veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in passaram a representar 19,5% das vendas de maio, com elétricos puros em 21 mil unidades e híbridos em 30,7 mil.
  • Exportações recuam, importações sobem: Argentina vendeu 89,6 mil unidades (-33,3%), China tornou-se o principal fornecedor com 108,4 mil unidades (+86,6%), e os importados somaram 55 mil em maio, totalizando 223 mil nos cinco primeiros meses (+17,4%).

A produção de automóveis no Brasil registrou crescimento em maio, segundo a Anfavea. Foram fabricados 253,5 mil veículos e emplacados 274,7 mil. O resultado é o melhor para um mês desde 2019, com alta de 15,2% ante maio de 2025.

No acumulado de janeiro a maio, a produção chegou a 1,1 milhão de unidades, alta de 7,1% na comparação com os cinco primeiros meses de 2025. O desempenho fica acima da média puxado pela demanda interna.

Destaques da produção e vendas

A avaliação da indústria aponta que o ritmo produtivo é puxado pela elevação das vendas de automóveis, que subiram 21,5% em maio. Carros de entrada, com apoio de programas governamentais, tiveram boa atuação.

Comerciais leves, como picapes, vans e furgões, também mostraram crescimento de 7,7%. Já caminhões e ônibus registraram quedas de 15,1% e 16,3%, respectivamente, mantendo o saldo negativo no segmento.

Composição por segmento

O aumento do preço de combustíveis e custos de produção são fatores que afetam a indústria. A Anfavea ressalta que isso impacta o ritmo da inflação e a política de juros, sem avaliar impactos adicionais no curto prazo.

Maio teve a melhor média diária de venda de autoveículos desde dezembro de 2014, com 13,7 mil unidades vendidas por dia. O total de emplacamentos em maio ficou em 274,7 mil, 21,7% acima de maio de 2024.

Participação de veículos elétricos

Os veículos eletrificados ganharam participação expressiva, chegando a 19,5% das vendas em maio. Foram 21 mil elétricos puros e 30,7 mil híbridos comercializados no mês.

Comércio exterior em queda

As exportações em 2026 mostram recuo, especialmente para a América do Sul. Argentina comprou 89,6 mil veículos, -33,3% frente a um ano atrás. Chile e Uruguai também tiveram quedas relevantes.

Importações crescem

A China passou a ser o principal fornecedor para o Brasil em 2026, com 108,4 mil unidades importadas de janeiro a maio, alta de 86,6%. Importados somaram 223 mil nos cinco primeiros meses, expansão de 17,4%.

Panorama de curto prazo

As vendas para o exterior recuaram de forma expressiva, enquanto as importações cresceram, gerando impacto no saldo entre nacionais e importados. A indústria segue monitorando efeitos de custo de produção e câmbio.

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