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Spotify usa IA para descobrir músicas que a mente propõe

IA do Spotify transforma o streaming em conversa entre ouvinte e plataforma, ampliando alcance de artistas independentes no Brasil e no mundo

Bryan Johnson, do Spotify: o streaming como conversa entre ouvinte e plataforma (Web Summit Rio/Divulgação)
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  • O Spotify usa IA para personalizar recomendações e permitir comandos diretos ao algoritmo, com o AI DJ tocando músicas que o ouvinte quer ouvir, tornando o streaming mais interativo.
  • O recurso Reserve permite que artistas identifiquem fãs dedicados e vendam ingressos diretamente a eles, evitando filas e revenda com preços altos.
  • Para artistas iniciantes, há ferramentas como Discovery Mode, que prioriza faixas nos algoritmos, e SongDNA, que mostra a ficha técnica e conecta ouvintes a criadores e estúdios.
  • O Brasil é destaque no crescimento, com a América Latina representando cerca de 23% das assinaturas; a música em português impulsiona a diversidade, com mais de 750 milhões de usuários mensais em 184 mercados.
  • O Wrapped celebra marcos e conecta músicos aos fãs; a IA é usada para proteger o ecossistema, mantendo menos de 1% das reproduções artificiais, e créditos de IA informam o uso dessas ferramentas.

O Spotify apresentou avanços com inteligência artificial para aprimorar recomendações e apoiar artistas independentes, durante o Web Summit Rio 2026. O tema central foi a relação entre ouvinte e plataforma, com IA atuando como mediadora de escolhas musicais.

Bryan Johnson, líder de parcerias da empresa, explicou que a plataforma já testa comandos diretos ao algoritmo. O objetivo é que o AI DJ combine faixas conhecidas com novidades, tornando o streaming uma conversa entre usuário e sistema.

O executivo destacou ainda iniciativas para aproximar artistas independentes de fãs. O recurso Reserve permite que músicos identifiquem ouvintes fiéis e vendam ingressos diretamente a eles, sem filas ou revenda com preços altos.

IA e ferramentas de descoberta

Para artistas que estão começando, o Spotify oferece o Discovery Mode, que favorece músicas específicas nos algoritmos, e o SongDNA, que mapeia a ficha técnica e conecta ouvintes a criadores. Johnson afirmou que todas as categorias tinham chances iguais de descoberta.

Brasil em evidência

A América Latina responde por cerca de 23% das assinaturas do Spotify, com o Brasil em posição de destaque. Johnson comentou que artistas brasileiros, como Anitta, ajudam a levar a música nacional a mercados globais, com mais de 750 milhões de usuários mensais em 184 países.

Expansão do ecossistema e proteção

Além de música, a empresa expandiu para podcasts, audiobooks e vídeos. A iniciativa Wrapped permite mensagens personalizadas aos fãs fiéis e celebra marcos como bilhões de streams. Filtros e políticas de verificação mantêm menos de 1% das reproduções artificiais, segundo a empresa.

Compromisso com a integridade

Johnson reforçou que os créditos de IA permitem indicar o uso de ferramentas digitais nas produções. A meta é manter a integridade do ecossistema, assegurando que criadores recebam pelo trabalho.

Visão de longo prazo

O executivo afirmou que o Spotify busca evoluir com tecnologia disruptiva, migrando do desktop para mobile e priorizando a experiência do usuário. A ideia é manter relevância global ao conectar artistas e ouvintes por meio de IA e criatividade.

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